quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Duda chegou!

E na madrugada do dia 23/09 pro dia 24/09, mais precisamente às 4h30min da manhã, eu comecei a sentir cólicas fortes. Era uma dor diferente das outras que eu vinha sentindo, mas a priori não pensei que fosse algo sério. Até que elas começaram a se repetir e eu comecei a cronometrar. Estavam de cinco em cinco minutos. Chamei o Breno e decidi observar mais um pouco com ele me ajudando a segurar as pontas e a contar o tempo. Continuavam se repetindo. Com meia hora nessa história, pedi pra ele ligar pra médica. Eram umas 05h20min eu acho. Ela disse que ainda ia demorar e que ele me levasse ao consultório às 08h para me examinar. Bateu um desespero. Será que eu aguento? Por enquanto ainda dava. Mas foram ficando mais fortes. Bem mais fortes. Breno ligou de novo dizendo que eu não estava mais aguentando e certamente ela ouviu meus gemidos. Finalmente nos autorizou a ir para o hospital e me internar.

Foi uma correria, mas como estava tudo pronto, foi só mesmo para trocar de roupa, pegar as coisas, organizá-las e ir. Antes o Breno ligou pra minha mãe avisando que estávamos saindo e que a Bonita ia nascer. Ainda bem que moramos perto da Gastroclínica e ainda era cedo. Uma seis e pouco da manhã e não tinha trânsito na rua. Mesmo com dores, eu ainda andava normalmente. Enquanto esperava autorizarem minha internação, fiquei sentada na recepção gemendo. Minha mãe e minha irmã chegaram rapidinho pra ser mais um apoio e mais gente pra eu apertar na hora da dor, que nesse momento já estava maior e em intervalos de três minutos. Soube que a médica já estava lá, o que me deu um alívio danado, pois era sinal de que tudo passaria logo.

Internação OK, fomos pro quarto. Eu já na cadeira de rodas. Coloquei a batinha e a médica veio me examinar. Só tinha 1cm de dilatação. Ela logo perguntou: "Aguenta não, né?" Não! Então lá foi ela preparar a sala de cirurgia. Depois de um tempo que parecia uma eternidade e com as contrações já a cada dois minutos e durando 30 segundos cada, fui andando pra sala. A médica mesmo veio me buscar e me encorajou a ir caminhando, pois as macas estavam demorando. Breno também me acompanhou até onde deu e ficou no meio pra trocar de roupa.

Ao chegar à sala de cirurgia, todos os profissionais me receberam muito bem. Passaram pra mim uma tranquilidade e uma segurança que a única coisa que me deixou nervosa foram as contrações que já estavam prestes a acabar. Desde as enfermeiras, passando pela pediatra, até o anestesista, foram todos maravilhosos. A anestesia foi muito tranquila, sem dor e sem estresse. Logo logo eu estava em paz só esperando minha filha aparecer. E tudo correu do jeito que eu queria e melhor do que eu imaginava. Claro que desconfortos acontecem, mas tudo era melhor do que aquelas dores, que segundo minha médica, ainda demorariam umas 10 horas. Não, obrigada.

Breno entrou na sala e ficou ao meu lado. Na hora em que a Duda ia nascer, a doutora perguntou: "Quem vai tirar a foto? Já pode vir!" Escutei um chorinho rápido e de longe. Depois começaram a empurrar minha barriga. Até o anestesista entrou nessa pra ajudar. E aí eu escutei o choro maior e tiraram o pano da minha frente pra eu vê-la. Muito bom! E foi ainda melhor ouvindo a risada nervosa com choro do Breno. Foi lindo, minha gente. Não é porque foi uma cesárea que deixou de ser lindo ou eu me sinto menos mãe por isso. Na verdade, nada nesse mundo me impede de me sentir mãe agora. Porque é isso que eu sou. O maior sonho da minha vida se realizou e eu não preciso de mais nada.

Maria Eduarda nasceu às 7h50. Em três horas minha vida foi mudando aos poucos, mesmo com dores, nervosismo, correria, ansiedade... Mas grandes acontecimentos são assim e é assim que têm que ser.

Na minha última consulta com a obstetra, no dia 17 (exatamente uma semana antes), eu fui decidida, junto com o Breno, a dar um prazo máximo, pois não estava aguentando mais o peso, o cansaço e as dores. Eu queria muito que ela nascesse no dia que quisesse e queria entrar em trabalho de parto para ver como é, mas... Combinamos de sair de lá com a cesárea marcada se ela não nascesse logo. A data inicial era dia 23/09, mas a médica disse que dia de terça ela não tinha anestesista disponível. Poderíamos marcar pro dia 22/09, 24/09 ou 25/09. Decidi aguentar mais um pouco e marcamos pro dia 25. Porém, entretanto, todavia... Duda veio mesmo no dia dela e tudo deu certo. Ainda nasceu no dia do aniversário de uma tia muuuuuito querida! Uma das poucas pessoas que eu sabia que se sentiria realmente feliz e homenageada caso isso acontecesse. E ela foi pro hospital nos visitar e ficou mesmo super contente.

Agora os dias estão mais animados, a casa mais cheia, o coração completo e a vida plena. Só tenho que agradecer. Só. Agradecer, agradecer e agradecer. Duda veio cheia de saúde, de vida e de amor. A danada nasceu com 3,780 kg e 51 cm de pura fofura e beleza. Dizem que é a minha cara e é mesmo. Igualzinha à mim quando bebê. Depois mostro fotos.

Eu e Breno já agradecemos muito por tudo e já fomos tomados por aquele sentimento que tanto falam por aí. Aquele que, apesar da canseira, das dificuldades e dos medos, a gente só vê motivos pra agradecer. Acho que se chama AMOR.




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Papusko

Minha filhota, você que ainda não saiu da barriga da mamãe nem imagina a alegria que você já nos trouxe e o quanto modificou as vidas de nós que estamos aqui do “lado de fora”. Bem antes de você existir eu e sua mãe já imaginávamos como você seria, o seu jeito, seu caráter e personalidade. Isso tudo sem nem saber que você era você: nossa Maria.

Temos hoje muita gente que pergunta por você, algumas até mais ansiosas que nós, os pais, amigos de trabalho, pessoas que nem falavam direito com a gente, gente como a gente. Seus avós, tios e tias, bisavós, padrinhos, amigos, coleguinhas: todos estão aqui de braços e corações abertos esperando sua chegada.

Como é bom saber que um ser tão pequeno, tão inocente e que nem conhece o mundo é tão amado assim. Ficamos nós aqui imaginando como tudo será quando você chegar, ficamos babando, viajando, brincando... mas a certeza é uma só: será tudo muito bom. Para mim, sua mãe, você e para todos que acompanham e que, com certeza acompanharão sua chegada. Tudo está pronto para o dia que você quiser aparecer, vem logo bebê.

Nesses 9 meses de gestação todos nós curtimos muito sua estadia na barriga da mamãe, viajamos muito, tiramos muitas fotos e registramos tudo para você ver depois. Sentir você mexendo dentro da barriga é algo surreal, muito louco e prazeroso. Você deve dar cada pirueta dentro da barriga que a gente fica assustado aqui de fora. Aproveitamos cada momento J

Tenho a certeza que estou pronto para ser pai. Não pelos 30 anos que chegam amanhã, mas pela alegria de saber da responsabilidade que eu e sua mãe teremos em cuidar de você, nossa cria tão esperada.

Neném, se prepara que vem muito dengo por aí. Fácil não vai ser, mas  a gente vai fazer o melhor que a gente puder, até mais do que isso: vamos fazer o possível e o impossível para que não falte nada para você.

Te amamos desde sempre.

Beijo do papai (mais babão do mundo).

O primeiro Ultra




#BabaBaby


#DudaNaCopa


#BençaPadim

#TirandoOnda

#nhá

#OneLove

#DudanaDisney

#S2 x 2


Derrama, Senhor!

Cada vez mais a natureza nos prova que não temos controle de absolutamente nada. Estou às vésperas de completar 40 semanas e anteontem, na última consulta com a obstetra, ela me diz que Maria Eduarda desencaixou e que ainda vai demorar pra querer nascer. Ela ainda está de cabeça pra baixo, mas tá soltinha e ainda mexendo bastante. Quando os bebês estão perto de nascer, costumam ficar mais quietos. E isso, definitivamente, ainda não está fazendo parte da minha vida. Hehehe...

Mas sem problemas. Ela ainda tem duas semanas para vir. A única coisa chata é aguentar as pessoas enchendo meu saco, dizendo: "Ela ainda não nasceu??"; "Não deixa passar do tempo!" O que esse povo acha que eu tenho na cabeça? Cocô? Acham mesmo que eu não tenho um profissional capacitado e competente me acompanhando e que sou eu que escolho se vou "deixar" passar do tempo ou não? É bom também se informar. A internet é uma beleza pra isso. Se vocês pesquisarem, vão ver que uma gravidez saudável dura até 42 semanas. Olhaí que coisa, não? E não. Ela ainda não nasceu. Quando ela nascer, todos vão saber. Não dá pra esconder um recém-nascido hoje em dia. As redes sociais não deixam e os dispositivos móveis não permitem. Muito menos a euforia das pessoas, e eu me incluo entre elas.

Eu estou ótima. Nada de ansiedade. Apenas cansada, pois Duda pesa que é uma beleza. Minha barriga está gigante e cada vez mais linda. Sabe de uma coisa? Vou é sentir saudades dela! Portanto, deixem-me curtir meus últimos dias sentindo minha cria mexendo dentro de mim e também curtindo o forninho cheio de amor da mamãe!

Já estou me preparando psicologicamente para os pitacos e para as visitas sem noção. Deus me ajude e ilumine a mente das pessoas, dando discernimento e "semancol". Não é neurose, gente. Estou tentando proteger e preservar as amizades. Dizem por aí que quando a gente se torna mãe, vira uma leoa. Valei-me! Hauhauahua!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

38 semanas

Reta finalíssima. Essa é a última foto da barriga que eu vou postar. A próxima já será com a bonita nos braços. A ficha de que em alguns dias vou finalmente conhecer minha filha ainda não caiu. O que é bom, pois não fico ansiosa. Mas às vezes, eu paro e penso nisso, que já está acabando e que a qualquer momento eu vou tê-la nos meus braços e dá um frio na barriga... É a expectativa de quem está prestes a realizar seu maior sonho. Não é brincadeira, minha gente...

No dia seguinte ao último post, fizemos um ultrassom. Foi, no mínimo, surpreendente. Ela já tem 3kg. Isso mesmo: 3 kg. Mais do que muitos bebês recém-nascidos. E está à beira dos 50 cm. Fiquei muito impressionada. É muito louco imaginar que nesse bucho, por maior que ele esteja, tem um ser humano desse tamanho. Ow natureza véia doida!

Já venho sentindo as contrações de ensaio e já estamos nos finalmentes da arrumação do quartinho dela. As malas para a maternidade estão prontas e a família de plantão. Ela querendo, é só chegar!

Não vou aqui entrar na discussão do tipo de parto que terei, pois acho cansativo esse debate. Até porque poucas pessoas sabem ouvir a escolha alheia e não proferir um julgamento por menor e (aparentemente) mais inofensivo que pareça. E isso pra mim já é desrespeito. Eu sou a favor da liberdade, da mulher fazer do corpo dela o que ela bem entender. É ela que carrega na barriga, que sente todos os incômodos físicos e psicológicos. É dela, e só dela, a escolha. E não é querer demais que os outros simplesmente acatem sem nenhum piu. Tanto que quando certas pessoas me perguntam (muitas até induzindo a resposta, tipo "tu vai ter cesárea/parto natural, né?"), eu digo que eu não sei. Já pra evitar raiva. Estou carregando minha filha na barriga e o que eu mais preciso agora é ter esperança e fé na humanidade.

Desabafo feito, fiquem com as fotos. Em breve eu volto. Talvez com a foto da bonita. Talvez com outro desabafo. =)





quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Legendas de Maria

Se eu pudesse traduzir o que Maria Eduarda tem falado ultimamente (se ela falasse, claro!), eu teria algumas sugestões de frases, todas baseadas nos movimentos que ela vem fazendo.

- Mãe, aqui tá ficando apertado... Deixa eu sair logo?
- Mãe, você não se aquieta? Eu também me canso aqui dentro, sabia?
- Alô?? Tem alguém me ouvindo??
- Mãe, só de mal, eu vou fazer tudo bem direitinho e no tempo certo, me comportar e me preparar pra sair perfeitamente por parto natural só pra você criar coragem e deixar de medinho bobo.
- Cadê meu pai que eu só escuto a voz dele de noite? Quero mais beijinhos dele toda hora!
- Não aguento mais ter tanto soluço! Cadê o tal do algodãozinho na minha testa?
- Mãe, te senta!!

Hoje teve consulta. Duda já está encaixada e bem baixinha. A médica deu a entender que ela pode vir um pouco antes do previsto e me mandou deixar tudo pronto. Minha pressão está normalíssima, baixa até, e tenho me sentido muito bem apesar do peso. Estou doida pra saber quantos quilos ela já tem! Amanhã vou fazer ultrassom e conto pra vocês.

Minha alergia na barriga foi pro espaço como num passe de mágica. Minha dermato se garante! Bucho lindo e lisinho novamente!

Hoje também percebi que meus pés começaram a inchar um pouco, em especial, os tornozelos. E ontem à noite quase não consigo dormir com uma dor muito forte na barriga que não me deixava virar de lado. A impressão que me deu foi que a bonita ficou toda atravessada e nem ela mesma conseguia mudar de posição. Mas passou. Demorou, assustou, mas passou. Dormi a noite inteira.

Não, dormir não tem sido um problema como eu escuto de algumas mães, que comentam que nessas últimas semanas chegam a dormir sentada. Por enquanto, a única coisa que me tira o sono é a vontade de fazer xixi mesmo.

E a malinha dela está prontíssima. No quarto ainda falta lavar o enxoval e mandar pra lavanderia algumas coisas mais complexas que não dá pra lavar aqui. Se tudo der certo, semana que vem já não faltará mais nada, só ela mesmo.

E vamo que vamo porque essa vidinha medíocre está com os dias contados!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Retrospectiva

Entrando na reta final da gravidez, comecei a fazer uma retrospectiva desses últimos meses tão atípicos. Antes de tudo, quero deixar registrado o quanto foi (e ainda está sendo) incrível. Foram muitos mitos derrubados, medos relevados e opiniões modificadas. Realmente muda muita coisa, mas nada que me faça uma outra pessoa, como já ouvi por aí. Você melhora, amadurece, entende o que é mesmo importante nessa vida, dá mais valor às pessoas e pensa mais nelas.

Foi muito engraçado ver meu corpo mudando. E é porque ele nem mudou tanto quanto eu imaginei... O que foi ótimo, diga-se de passagem! Aprendi coisas bem bacanas sobre gestação e outras eu já sabia, pois tinha já visto a experiência das amigas. Mas o melhor foi me sentir uma abençoada por tudo ter corrido tão bem, tão perfeito e do jeitinho que eu queria. Não tive uma complicação sequer. Só felicidade e a sensação imensurável de estar viva. É como se eu estivesse viva em dobro.

Fico lembrando também de tudo que aconteceu de diferente, das comidas que enjoei e das que eu criei uma verdadeira devoção! Hehehehe... Lembrei esses dias o quanto eu comia Mentos nos primeiros meses. Por causa dos enjoos, eu ficava com um gosto ruim direto na boca e as únicas coisas que melhoravam era Mentos e Trident Sensações, aquele mais caro e mais forte com sabor de frutas. Meu céu da boca chegava a cortar de tanto Mentos que eu comia! Hehehe...

Passei os três primeiros meses sem aguentar ver arroz e pão integrais. Alface então, nem se fala! A comida pra mim tinha que ter muito molho e ser bem temperada. Lembro do tanto que eu evitava tomar Dramin, mas às vezes era impossível Eu tomava e saía de casa contando os minutos pra ele fazer logo efeito e o enjoo passar. Ficava quietinha, mexendo o mínimo possível pra cabeça não rodar ainda mais até tudo ficar bem. E ficava mesmo. Aí vinha aquela fome de leão e eu devorava tudo, de preferência com Guaraná! Outra coisinha milagrosa também, viu? Ajudava a passar as náuseas rapidinho.

Não tive nenhum desejo estranho, mas certas comidas me davam vontade só de ouvir alguém falando. E outras, só de ver ou pensar já me davam logo fome, como pipoca de isopor e azeitona. Na verdade, até hoje esse meu carinho por elas continua muito grande! São coisas que eu já gostava, mas não fazia nenhum pingo de questão, saca? Agora eu peço pro Breno comprar sempre que dá e meus olhinhos brilham só de ver! Também me apaixonei de vez por água de coco. O melhor é que faz muito bem pra mim e pra Maria. Pior se eu tivesse me apaixonado por Coca-cola. Já pensou?

Lembro muito também da luta pra encontrar uma roupa pra sair de casa! Eram peças e mais peças jogadas na cama... Nenhuma fazia eu me sentir bonita ou simplesmente não cabia mais e eu não me conformava. Breno sofreu, pois passava horas pronto me esperando e sabia que não podia reclamar. Ele via que realmente era difícil.

Uma das coisas que foi ótimo e eu não imaginei, foi o fato de eu ter andado bastante. Viajei muito e não abri mão das caminhadas, por mais longas que fossem. Fui pra Cancun, Orlando e pro Rio duas vezes. Pra mim, viagem tem que ser assim para conhecer de perto a cidade que você está visitando. E todas foram no tempo certo, quando eu ainda estava com pique e peso pra andar. Dizem que isso ajuda muito no parto normal. Mas isso é outro assunto.... ;)

Meninas que estão no comecinho da gravidez ou ainda pensam em um dia engravidar: não é um bicho de sete cabeças se você mantiver a tranquilidade e o otimismo. Minha dica é que vocês encarem essa fase como qualquer outra. É importante? Delicada? É, mas não precisa de terrorismo. Muito menos se entregar e achar que agora o mundo vai girar em torno de você. Ele não vai. É você que vai continuar seguindo da mesma forma e até mais segura e independente, pois uma vida está dependendo de você e você é quem tem que aprender a dar segurança pra ela. Segurança, confiança, amor, autocontrole, suporte, força e serenidade. Acredite: a melhor maneira de educar é dando o exemplo. E exemplo tem que ser dado desde cedo. Mostre pro seu filho, ainda na barriga, que somos nós quem comandamos nossas vidas e nossas escolhas, e cada uma delas deve ser tomada com consciência e sabedoria, sem enfiar os pés pelas mãos e sem impulsividades. E mostre que cada fase é uma fase, mas a vida segue, muda, renova e a gente só tem mesmo é que evoluir com ela e seguir em frente sem medo e mantendo as pessoas certas perto da gente, pois ninguém é de ferro e isso ele também precisa saber.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Oito meses

É oficial, meus amigos. Estou cansada. Olhem o tamanho da minha barriga lá embaixo! Não, não estou pesada. Estou cansada mesmo. Meus movimentos não sofreram nenhuma alteração de ritmo ou frequência. Tanto que dia desses me peguei descendo umas escadas super rápido e alguém me alertou pra eu ir devagar, pois podia cair. Só aí me toquei... O que eu sinto mesmo é só aquele cansaço e aquela preguiça de viver que tive no primeiro trimestre e que já prometia voltar neste último. Ah! E passar muito tempo em pé é uma desgraça. As pernas doem. Juro. Agora entendo porque grávidas têm prioridade nas filas...

Ainda não inchei. Acho que só vou inchar mesmo nos finalmentes. O rosto começou a mudar um pouco agora. Mas nada que uma boa maquiagem não me dê dignidade.

Maria Eduarda continua mexendo alucinadamente. Tenho certeza que ela não passa do dia 20 de setembro. Às vezes sinto umas mexidas e uma pressão forte e dolorida bem no pé da barriga. A sensação é de que a bolsa vai estourar e ela vai sair. Não consigo saber se ela já está encaixada. A previsão da médica era pra essa 34a semana. O que eu sei é que ela mexe cada vez mais pra baixo e estica cada vez mais a minha barriga, deixando de todos os formatos. Parece uma massinha de modelar.

A única coisa chata mesmo, além do cansaço previsível e normal, foi uma alergia na pele da barriga que apareceu de um mês pra cá e que coça demais! Está bem irritado na região, o que me deixou triste, pois não dá mais pra desfilar por aí com o bucho de fora. A azia deu uma melhorada, mas voltou com tudo nessa última semana. Haja magnésia!

Abaixar pra pegar algo ou fechar o sapato viraram tarefas quase impossíveis. Ô coisa chata é depender dos outros para fazer coisas simples assim....

E quanto ao peso... Tcharam! Cheguei aos tais 10 quilos. As pessoas continuam dizendo que nem parece e que só tenho barriga. Mas só eu sei as roupas que perdi e como é árdua a tarefa de se vestir sem parecer uma balofa. E peito que é bom, nada! Senti uma mísera diferença no tamanho dos meus. Tanto que continuo usando os mesmos sutiãs de antes. Que paia!

Fora tudo isso, a alegria de preparar a casa e o quartinho da bonita vem fazendo a diferença. Já comecei a lavar as coisas (fraldas, toalhas, cueiros, roupas, lençóis...) e isso só faz a ficha cair ainda mais. Também já comecei a colocar alguns detalhes de decoração no quarto que já deram pra visualizar bem como vai ficar. É, tá chegando mesmo...

34 semanas

quarta-feira, 30 de julho de 2014

"É...só tinha de ser com você"

Nunca fui muito religiosa, nem acredito em reencarnação ou coisa do tipo. Mas sempre achei que nada é por acaso e que tem coisas realmente sem explicação racional/científica.

Eu devia ter uns 12 anos quando decidi que um dia teria uma filha chamada Maria Eduarda. A ideia me veio depois de ver em algumas novelas personagens com esse nome. Sempre eram mulheres bonitas, de personalidade forte, independentes e protagonistas de suas vidas. Pronto. Encasquetei. Depois disso, durante toda a minha vida até hoje, tive vários sonhos em que tinha uma filha e ela estava sempre lá. Aparecia sempre com a mesma carinha e, claro, o mesmo nome. Em conversas sobre isso com as pessoas, sempre que eu me referia a ela, meu olho enchia d'água. Não conseguia entender por que tanta emoção.

Essa ideia fixa de um dia ter uma filha e o tanto que eu falava dela acabaram contagiando as pessoas mais próximas a mim. Minhas amigas já se referiam à Duda como a filha da Manu que cedo ou tarde chegaria. Minha família do mesmo jeito. Acho que para eles era mais como uma simples vontade minha, enquanto que pra mim era meu maior sonho. E no fundo, algo sempre me dizia que era apenas uma questão de tempo e sorte. E a sorte realmente sorriu pra mim. Engravidei casada com o homem que me faz uma mulher plenamente feliz, aos 30 anos como eu queria, com previsão pra nascer em setembro (no nosso mês: meu e do Breno) e é uma menina. Minha menina.

Esses dias, pensando nisso, em como tudo aconteceu exatamente como eu quis, a única conclusão a que chego é que Maria Eduarda sempre existiu em algum lugar e estava até agora só esperando a hora da gente se encontrar. Quando eu sonhava com ela, era uma forma da gente já ir se conhecendo e de eu já ir me familiarizando com o rostinho dela e tendo a certeza de que um dia ela chegaria.

Hoje eu creio que ela foi feita mesmo pra mim. Pra eu cuidar dela e fazer dela uma mulher forte, independente e protagonista da sua vida como eu tanto imaginei. Não sei se ela vai ter mesmo aquele rosto que tantas vezes eu visualizei nos meus sonhos, mas ela vai chegar finalmente. A espera já está terminando e a gente vai se ver, se cheirar, se abraçar, cuidar uma da outra, fazer a outra ainda mais feliz e completa. Até que enfim vamos curtir esse amor que já existe desde o início da minha existência.

Falta pouco, filhota!!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

30 semanas

Estou devendo esse post há semanas, mas é que a preguiça dos primeiros meses já voltou. A barriga já virou barrigão e Maria não para de mexer. É uma sensação que no início eu demorei pra acostumar e a ficha demorou pra cair. Mas depois eu comecei a entender que toda essa inquietação era a minha filha no auge do começo da sua vida. Sim. Isso é sinal de vida, de saúde, de alegria...

E ela mexe, meus amigos. Como mexe! Desde os 4 meses que eu sinto e com o tempo essa movimentação só aumentou. E o mais incrível é que não precisa nem pegar pra sentir. Dá pra ver a barriga toda se tremendo e mudando de formato à medida que ela se locomove.

No dia 30 de junho, fizemos uma ultrassom e ela ainda tem muito líquido e espaço para nadar, apesar de já ter 39 cm e pesar mais de 1,2kg. Claro que hoje ela já deve estar maior e, principalmente, mais gorda. Porque mais do que crescer, ela vai engordar muito até o nascimento. Vai dobrar de peso a cabrita.

O mais legal dessa US foi que a médica nos deu um presentão mostrando o rostinho da Duda em 4D! Deu pra ver direitinho o desenho da boca, do nariz e o tamanho das bochechas. E claro: ela fez pose de novo e colocou a mãozinha no queixo. Uma comédia.


Já no porta-retrato que a vovó deu pra registrar minha primeira foto oficial.

Neste último mês, ainda aproveitei muito para ir aos jogos da Copa e viajar. Também fui a festas com direito a usar salto alto e tudo mais. E foi tudo ótimo. Apesar do peso, tive pique e disposição para andar e dançar. Duda já está se acostumando com o ritmo dos pais e da família. Tem que ser assim. Talvez por isso ela seja tão agitada. Mas como eu costumo dizer, criança tem que ser danada. Menino quieto demais parece que está doente. Hehueheueh...

Alguns registros de #DudanaCopa:






O mais engraçado disso é sempre ver e ouvir o espanto das pessoas quando me veem indo para todo canto, viajando, curtindo e fazendo tudo o que eu faria se eu não estivesse grávida. A vontade é de sempre responder: "Eu estou grávida, e não doente."

E agora a barriga de 7 meses e meio:


E finalmente começa a contagem regressiva. Passou rápido. Faltam dois meses pra Duda chegar. E o que são dois meses pra quem já está quase fazendo oito? Nada! Entro nos primeiros 10 dias no dia 14 de setembro e pelo tanto de vida e movimento que eu sinto aqui dentro, acho que ela vai chegar logo logo. Não antes do tempo, mas também acho que não vai até o final das 40 semanas nem a pau.

domingo, 29 de junho de 2014

Chá de Fraldas



E no dia 07 de junho foi o Chá de Fraldas da Duda. Só fraldas sim, porque o resto eu comprei nos EUA. As duas semanas que antecederam foram bem corridas, mas apesar de toda a correria, eu estava muito feliz preparando tudo com um sorrido no rosto. E nem os estresses comuns que sempre acontecem nas organizações de eventos conseguiram me tirar a satisfação de fazer o primeiro grande evento da minha filhota. E é porque não faltou motivo pra eu me estressar.

O chá foi só mesmo para as pessoas mais próximas. Leia-se: melhores amigas e família. E elas estavam lá, em sua grande maioria, felizes por mim e torcendo pela chegada da bonita. Senti-me muito amada e linda, pois não faltaram elogios à minha barriga, que fiz questão de exibir cheia de orgulho. Só assim pra eu usar cropped. Hehehe...

As comidas estavam todas deliciosas e a decoração caprichada nas cores que eu quis: azul e lilás. Nunca vi (e muitas pessoas também disseram que estava super diferente) um chá de baby com essa combinação que, a priori, é tão improvável. Adoro fugir dos clichês. E mais ainda quando dá certo. Lembro que tive essa ideia por acaso quando, ao entrar no Google (no início da gravidez), busquei por "decoração chá de baby" e surgiram umas poucas fotos de festas com essas cores. Amei de cara. Nem prevalece o azul, ditada como cor de menino, e nem o lilás, que quando é usado em excesso fica brega e cansativo. Ficou uma mistura linda, feminina e doce.

Enfim, todo o cansaço e esforço valeram a pena. As brincadeiras foram superdivertidas, a maioria das pessoas também participou e achou ótimo. Todo o amor recebido foi devidamente direcionado à Maria Eduarda e eu senti direitinho que ela também ficou muito feliz!

Enquanto as mulheres estavam no chá, os homens estavam no bar. Logo que engravidei, o Breno bateu o pé e disse que dessa vez, ao contrário do Chá de Panela, ele queria participar e chamar os amigos. De cara eu aceitei, mas uma amiga me lembrou que fazendo separado, ganha-se o dobro de fraldas. Então, usando esse argumento, foi muito fácil convencer o marido! E realmente: fralda não vai faltar tão cedo! Graças a Deus! Obrigada de coração a todo mundo que ajudou.

No final, teve até discurso com direito a chororô de felicidade.








segunda-feira, 16 de junho de 2014

Muito melhor do que eu imaginava (26 semanas)

Seis meses. Dizem que este é o último mês de tranquilidade e coragem que temos. Que no último trimestre você não aguenta mais o peso, as dores e a ansiedade. Não sei. Mas me sinto muito bem até agora, tive pouquíssimos contratempos e complicação zero. O peso é maior, é verdade, mas nada que me tire o dinamismo e me priva de subir e descer os dois lances de escada que me levam para minha mesa de trabalho todos os dias úteis. Eu tenho a opção de ir de elevador, mas ainda não me entreguei. Além de fazer bem, ainda é desnecessário.

Dia desses pensei em todas as coisas que eu fiquei com medo de ter quando engravidasse, mas passaram longe. São elas:

- Espinhas
Quando parei de tomar o anticoncepcional, elas voltaram. Parecia que eu tinha 15 anos de novo. Uma merda. Sempre vi muita grávida com o rosto estragado, a pele grossa, áspera... Horrível. Morria de medo de ficar assim também, mas para minha surpresa, minha pele ficou foi muito melhor que antes. Deus é mais!

- Enjoos fortes e vômito
Eu sempre fui de enjoar fácil, daquelas que até deitar na rede já me deixa tonta. Vomitar então sempre foi a coisa mais simples do mundo. Nunca precisei colocar o dedo na garganta. Quando batia o mal-estar, vomitava em questão de minutos. Por isso eu já esperava que teria enjoo nos três primeiros meses e também esperei continuar com eles até o fim da gravidez. Eu enjoei sim, mas o amigo Dramin realmente fez efeito e eu não cheguei a vomitar nenhuma vezinha. E o melhor: os enjoos pararam com quatro meses.

- Peso
Eu consegui manter meu peso normal até os 4 meses, mas a caminho dos 5 eu engordei 4kg. Tá certo que ainda estou na média se considerar a gravidez toda até agora, mas não se pode engordar 4kg em um mês. Imagina como será nos outros? Mesmo assim, eu achei que engordaria mais e logo que a barriga crescesse de vez, eu já me sentiria gorda, inchada e pesada. Aparentemente nem parece que engordei nada, mas o cuidado agora está dobrado.

- Nariz de batata
Essa é uma das marcas mais comuns nas grávidas, mas que em mim ainda não apareceu. Porém, é cedo para cantar vitória. Sei que nos últimos dois meses tudo pode mudar.

- Ansiedade
Várias pessoas têm perguntado: "E aí? Tá ansiosa?" Não. Eu estou curtindo tanto esse barrigão e as novidades que ele vem me proporcionando todos os dias, que não tenho tido tempo para isso. Como postei recentemente, descobri que não sou uma pessoa ansiosa, e sim, até otimista e tranquila demais.

- Oscilações de humor
Só lembro de ter me sentindo triste, sensível e chorona no início da gravidez, durante uma semana. Juro que fora essa época, não tenho percebido nenhuma mudança brusca no meu humor. Meu relacionamento com o Breno anda até melhor do que antes e me sinto mais paciente com as pessoas. Por incrível que pareça, sinto uma calma e uma serenidade enormes. E isso é maravilhoso. Claro que na reta final da gestação isso também pode mudar. Mas agora, está tudo sob controle.

- Medo
Talvez por ser a filha mais velha, ter sido um pouco babá dos meus irmãos e ter participado da gravidez e do nascimento dos filhos de várias amigas, eu não tenho aquele medo e a insegurança que muitas mães de primeira viagem têm de não conseguir dar conta ou cuidar bem do bebê. Faz tempo que preciso procurar um curso de gestantes pra fazer e raramente me dou conta da "urgência" disso. E quando bate aquela dúvida de como vai ser, tenho a sensação convicta de que conseguirei fazer tudo da melhor forma, inclusive, no que diz respeito à criação e educação mais pra frente. Mas também sei que imprevistos acontecem e que na hora mesmo do "vamo ver" é que o bicho pega. Prometo começar esse curso o quanto antes, mas confesso que essa tranquilidade irá me ajudar muito a fazer tudo dar certo.

E agora, fiquem com meu buchão de 26 semanas:



Meu povo, como isso cresce, viu....

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Caprichos de mãe

Já que nós mães que carregamos o filho na barriga, sentimos as dores do parto, os enjoos, os desejos, todos os incômodos da gravidez, temos nossos corpos destruídos por estrias e quilos extras e ainda somos as mais cobradas quanto à educação das crianças, nada mais justo que termos nossos caprichos.

É por isso que tenho alguns que para os outros parecem arrogância ou chatice, mas que me são totalmente de direito. Um deles é a forma como vão chamar a Maria Eduarda. Eu sei, é um nome grande e a galera tem preguiça. Fora aquele povo que adora dar uma enfeitada, né? Bom, pra começar, eu nunca fui muito de diminutivos. Acho algo desnecessário e muitas vezes soa um pouco forçado, pra não dizer hipócrita. É como te chamar de 'querida'. Tem coisa mais falsa? Hehehe...

Pois bem, vamos aos meus caprichos. Ao chamar ou se referir à Maria Eduarda, evite os apelidos Eduardinha ou Mariazinha. Dudinha eu ainda consigo lidar, mas os outros nem pensar, ok? Evite também abreviar chamando apenas de Eduarda. Ao contrário do que a maioria acha, os nomes Eduardo e Maria Eduarda são TOTALMENTE DIFERENTES para mim. Sério. Nada a ver. O nome só é bonito mesmo porque tem o Maria, que é lindíssimo e consegue deixar qualquer nome fantástico. "Ah, Manu... Então por que você colocou Eduarda depois?" Simples. Porque dá um apelido que eu acho lindo, que é Duda. Não é feminino demais, nem princesinha demais e eu adoro isso. Mas se você quiser chamar só de Maria, fique à vontade. Eu mesma chamo muito assim.

Sim, sim... Um dia ela vai pra escola e eu não vou ter controle de como vão chamá-la. Mas até lá ainda falta tempo e eu não sou de sofrer por antecipação. Aguardemos.

Outro capricho que eu acho que todas as mães podem ter é de querer que o filho nasça parecido com ela. É muita sacanagem você passar por tudo aquilo e a criança vir a cópia do pai, não? Hueheueheuhe... Eu vejo um monte de mulher que quer porque quer que o filho pareça com o marido quando na verdade ele é a cara da mãe. Às vezes minha mente horrorosa pensa que é porque o menino não é do cara e ela quer forçar a barra. Huahauahauha! Eu avisei que minha mente é horrível! Tá, parei.

Já especulei comigo mesma o que minha intuição diz sobre a aparência da bonita e cheguei à conclusão de que ela vai ser uma grande mistura, mas vai ter algo muito marcante do Breno (acho que os olhos porque na família dele TODO MUNDO tem o mesmo olhinho apertado) que todos vão achá-la a cara dele. Mas sinto que a personalidade vai ser a minha pra eu ver o que é bom pra tosse. Hehehe... Se bem que eu já sonhei muito com ela, antes mesmo de engravidar, e em todos os sonhos ela tinha a mesma cara. Parecia minha irmã quando criança, só que mais branca e com os olhos mais claros. Veremos.

Por hoje é só! Logo logo vai rolar o Chá de Fraldas e eu vou encher esse blog de fotos.


Fui!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sobre barriga e afins... (22 semanas)


Desculpem o atraso na foto da barriga, mas é que os últimos dias têm sido um tanto quanto corridos, pois a vida de mãe contemporânea já se incorporou à minha rotina. Até o início de junho preciso organizar o Chá de Fraldas, terminar o quarto da Maria, entregar meu projeto do trabalho de conclusão da pós-graduação e o trabalho de uma disciplina que estou cursando, tudo isso sem deixar de ser dona de casa, profissional, esposa, filha, amiga etc. Sim, esse desdobramento de papéis começa antes mesmo de o bebê nascer, pois a vida já muda de agora.

Na foto, que foi tirada ainda com 21 semanas (completei 22 no último sábado) já dá pra ver perfeitamente o quanto essa criaturinha cresceu. E é mais rápido do que se pode imaginar, pois aí já está pequena em comparação ao que está hoje. Junto com esse crescimento veio também os primeiros quilos a mais. Aqueles que começam a acender o sinal de alerta. Em um mês eu engordei quase 5 kg, que são exatamente o meu saldo para o tempo de gestação que estou. É verdade que eles apareceram bem tarde, pois até os 4 meses eu estava mantendo apenas 1 kg a mais do meu peso anterior à gravidez. Mas como também dá pra perceber, eu não estou gorda, é a barriga que está enorme. Não me sinto pesada, nem cansada, e as roupas continuam do mesmo jeito. Meus braços continuam finos e o rosto também não mudou. Fiquei me perguntando se esse bucho não está maior que o normal para 5 meses e, conversando com algumas pessoas (inclusive com quem já é mãe), todas concordaram comigo. Não sei se é líquido amniótico ou a bonita que é grande, mas que está fora do tamanho padrão, está. Mas não me incomoda. Muito pelo contrário. Estou achando o máximo esse barrigão, apesar das limitações que ele começa a me dar. Sempre achei super sem graça grávida com barriga muito pequena que parece que engoliu um caroço de manga. Hehehehe...

Antes, eu tinha a sensação de que quando engravidasse teria o barrigão, até porque eu já tinha um buchinho sem vergonha contra o qual eu luto há anos. E por conta disso, o meu medo era que a barriga da gravidez fosse mole, com mais gordura do que bebê. Mas graças a Deus, fui maravilhosamente surpreendida por um bucho duro e bem esticado. O lado chato é que preciso cuidar três vezes mais pra não ter estrias, e meu umbigo, que sempre foi pequeno e raso, já está ficando rente e sinto que ele vai sair, mesmo eu não querendo. E segundo minha mãe bem lembrou, apesar de já ter uma barriguinha, ela era rígida, pois eu fazia ballet há 8 anos e ultimamente estava fazendo treinamento funcional. Ok. Nem era tão sem vergonha assim, né?

E Maria Eduarda continua mexendo loucamente todos os dias e nos mesmos horários. Às vezes penso que ela não chuta, ela pula! É estranhamente gostoso.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Complicada e perfeitinha

Sim, sim... De volta das férias/viagens. Cancun é um espetáculo e Orlando foi uma mão na roda pra comprar as coisas da Duda. Compramos tudo: desde chupeta ao carrinho de bebê. Os parques também foram ótimos, apesar de ter ido em pouquíssimos brinquedos, pois nem todos são recomendados para grávidas. Mas claro que dei meu jeitinho para ir em alguns que sempre quis, como o do E.T.

E como todo bom viajante tira lições das viagens que faz, eu tirei três nessa: eu não sou consumista como eu achava que era, não sou ansiosa como eu e várias pessoas acham que eu sou e, definitivamente, a Disney não é um sonho pra mim como é pra muitos. Meu Mickey ainda é a Europa.

Como nosso voo de volta não foi direto para Fortaleza, tivemos que fazer o voo doméstico partindo do Rio. E aí que tudo complicou porque, por mais que tenhamos deixado o carrinho e o bebê conforto lá para pegarmos em julho quando formos de novo, ainda pagamos 17kg de excesso de bagagem. E é porque conseguimos colocar tudo nas nossas duas malas grandes e nas quatro de mão. Mas é isso mesmo. Ainda economizamos um bocado comprando tudo fora.

A bonita resolveu dar um salto no crescimento nessas últimas semanas. Parece que a Disney a inspirou. A barriga já está daquele tamanho que me faz perguntar: "Pra onde mais ela vai crescer? Não dá!" Mas eu tou curtindo demais esse bucho. Num vou mentir... Já estou conseguindo adaptar meu guarda-roupa e me conformei que certas peças estão temporariamente obsoletas.

E o melhor agora é senti-la mexer. E parece que ela é da noite como eu. Não tem quem faça ela mexer até meio-dia. Só começa a dar sinal de vida de tarde e, mais ainda, à noite. Antes de dormir é um festival de socos e pontapés. Breno já consegue sentir e adora. Conversa com ela e tudo mais. Uma graça.

Ontem foi meu primeiro Dia das Mães, apesar de ainda não me sentir, efetivamente, mãe. Ganhei presentes e mimos pela data. O primeiro foi logo do Breno e da Duda, que me deram um cartão lindo e um pingente de menininha. Assim a ficha cai mais rápido, né?

Semana passada também foi hora de fazer o ultrassom morfológico. Desde antes de viajar que eu queria vê-la de novo, mas não tinha necessidade. E esse, especificamente, só dá pra fazer depois dos cinco meses. Então aguentamos quase um mês de ansiedade, mas valeu a pena. O US morfológico vê todos os principais órgãos e suas devidas formas e medidas. É super legal, apesar de ser difícil encontrar alguma clínica que faça e que ainda aceite fazer pelo plano de saúde. Mas tive sorte e encontrei até rápido. Foi estranho fazer com um médico que eu não conhecia, mas ele foi atencioso. E o mais importante: Maria Eduarda é perfeitinha. Ele elogiou bastante, disse que é uma garotona e que o exame foi excelente. O laudo saiu na mesma hora e pudemos ler coisas que jamais imaginamos que já dava pra saber, como a quantidade de dedos nas mãos e a ausência de pés tortos. Durante o exame, ela mexeu muito. O médico até soltou um: "Chutes fortes!" Também mostrou que ela tem as “coxonas” e disse que ela é “posista”, pois colocou a mãozinha no queixo. A bonita já pesa 391g e mede 21 cm.

O peso do bucho já começou a incomodar e agora umas dores na barriga começaram a aparecer todas as manhãs. Não é cólica, é uma dor no abdômen que parece muscular. Mandei e-mail pra minha médica perguntando se preciso me preocupar ou é normal. Mas já falei com algumas mães que me tranquilizaram dizendo que pode ser a neném crescendo e tentando achar lugar na barriga. Realmente, faz sentido, pois não é uma dor em um canto só. Ela vai mudando de local.

Aí embaixo o presente lindo de Dia das Mães e parte das comprinhas americanas e mais algumas coisas que ela já tinha ganho. Se você pensa em ser mãe e tem a oportunidade de comprar o enxoval do seu baby nos EUA, vá! Tudo é infinitamente mais barato, principalmente, roupinhas. É de enlouquecer! Comprei roupa para até os dois anos de idade.



P.S 1: Os preparativos do Chá de Fraldas já começaram, bem como a arrumação do quartinho dela, que já está com o ar condicionado instalado.

P.S 2: Esta semana tem foto da barriga!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

4 meses

Hoje é dia de atualizar a foto da barriga. Sempre tive a sensação de que quando a pessoa chega às 16 semanas de gestação, parece que finalmente tudo começa de verdade e fica muito mais legal mensurar o tempo da gravidez em meses mesmo. Pois é. Hoje estou me sentindo bem mais grávida que antes. Parece ridículo, eu sei, mas a barriga é outra, você começa a sentir o neném mexendo e as roupas de antes, definitivamente, não cabem mais.

Comecei a sentir a Duda mexendo no início da semana passada. Bem que me avisaram que seria algo bem sutil, como uma coceguinha mesmo. Ela não mexe muito. Ou não estou sempre atenta. Sei lá. Mas ainda é pouco e não tem hora certa. Breno teimou que quer sentir, mas se pra mim é difícil, pra ele nem se fala! Nem dá, na verdade.

Estou doida pra fazer outra ultrassom. Tenho consulta esta semana e acho que a médica vai pedir. Estou maluca pra vê-la novamente, o quanto cresceu, se está bem, se está mexendo mesmo. É, sem dúvida, a melhor parte da gravidez.

Os enjoos realmente não passaram. Ainda estou refém do Dramin e sinto que continuarei por muito tempo.

Ganhei várias roupas legais para grávida da minha mãe, que tem me salvado e sido mais que um apoio. Roupa nova também é um sopro de autoestima para nós buchudas. Todo dia de manhã é um tormento a hora de escolher o que vestir para ir ao trabalho.

Finalmente entro de férias esta semana. Se tudo der certo, só trabalho até quarta-feira e retorno dia 05 de maio. Vamos pra Cancun e depois pra Orlando comprar muita coisa pra bonita. O enxoval já escolhemos no último sábado, também já estamos com a cadeira de alimentação e o berço, ambos emprestados e em ótimo estado. Quem tem amigos tem tudo. E o projeto do quarto também já foi feito por uma amiga arquiteta que me ajuda demais nesse quesito. Pensei que não teria muitas opções para a disposição dos móveis, mas ela arranjou solução pra tudo. Até pra guardarmos as coisas que hoje estão no armário da Maria.

Como vou passar 15 dias fora, já dei o start nos preparativos do chá de fraldas. Mais amigas maravilhosas estão me ajudando. Sou uma sortuda. Aliás, somos. Duda tem tias incríveis que ela já ama demais. Natália, Lívia e Karol, ela está mandando mil beijos pra vocês!!

Ah! Hoje, quando acordei, virei de barriga pra cima e o bucho estava bem estranho. Meio torto pro lado esquerdo e pontudo. Além de duro. Muito louco...

Já ganhei o primeiro quilo valendo. Deus me ajude!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Simplesmente

E aí você se pega chorando e se sentindo a pessoa mais esquecida do mundo. E parece que nada faz passar. Só piora. E uma coisa leva a outra. Um pensamento ruim puxa outro pensamento ruim. Você se sente sozinha, abandonada, feia, indisposta e chora mais. E quanto mais chora, mais vai descobrindo que o estoque de lágrimas é inesgotável. Pede desculpas pra sua filha. Diz que ela não tem culpa de nada e que não vai deixar que ela fique triste também. E chora mais. E até os traços do seu rosto mudam.

E aí você tem que procurar força em algum lugar dentro de si pra parar com isso. Porque só você mesma é capaz. Mas chora mais um pouco e engole. Lava o rosto, bebe água, deita-se. E o pé da barriga dói. Sempre que sente essa pontada, seu medo aumenta. Você quer parar de pensar. Quer zerar todos os pensamentos e dormir. Apenas dormir pra acreditar que consegue parar esse choro e que aquele ditado 'nada como um dia após o outro' tem algum sentido.

E tem. Você acorda. Os problemas não ficaram na cama. Levantaram com você. Mas você já não chora mais. Você respira fundo e lamenta. E sente raiva. Raiva de si mesma e do mundo que não te compreende. E de repente, antes tarde do que nunca, aparece um fiozinho de força que te faz mandar o mundo se lascar porque você tem, sim, o direito de chorar e ficar triste uma vezinha na vida, mesmo que não haja motivo aparente. E você sente sua filha mexendo, talvez pela primeira vez, e entende de onde esse fiozinho de força está vindo. E começa a querer viver, só você e ela. E mais ninguém. E quer abraçá-la, beijá-la, conversar besteira pra fazê-la rir, sentir que tem alguém do seu lado. Mas ainda é cedo e você volta a lembrar que não tem controle de nada, nem do seu próprio choro.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontece, você tem um turbilhão de coisas pra fazer e com as quais se preocupar. Tem trabalho pra fazer, gente pra cobrar, sorriso pra fingir, louça pra lavar, amigos para dar assistência. E a pontada no pé da barriga volta. É uma dor boa. Talvez seja ela pedindo pra você manter a calma e aprender a esperar, pois uma hora tudo se ajeita. Não porque simplesmente se ajeita. Porque você merece que se ajeite. Porque só você e ela sabem que nada disso é proposital. Nada disso foi pensado e planejado. Simplesmente você chorou.

segunda-feira, 31 de março de 2014

15 semanas

À medida que a barriga vai crescendo, a vida vai mudando. Dormir já não é algo fácil. Uma vez li que grávidas têm sonhos malucos. A princípio, pensei: o que é que tem a ver?? Mas é a mais pura verdade. Toda noite eu sonho e é sempre algo meio louco e no sense. Ou então é um pesadelo horrível daqueles que não te deixam pegar no sono de novo tão cedo. Fora que toda santa noite tenho que levantar pra fazer xixi, hábito que nunca tive antes de engravidar. O engraçado é que essa mania começou nas semanas antes de eu descobrir a gravidez. Já era um sinal. Também nesse mesmo período, sonhei duas vezes que estava grávida.

Pra piorar tudo, além de não dormir mais direito, tenho trabalhado feito uma condenada e me estressado como há muito tempo não me estressava. Sinto-me super mal, pois acho que a Duda deve sentir tudo que eu sinto. Então, não deve estar fácil pra ela também. Coitada.

Estou caminhando pros 4 meses e as roupas já estão sendo substituídas. Herdei vários vestidos da minha irmã que emagreceu pra caramba no último ano e peças de amigas que já tiverem filho. Difícil tem sido adaptá-las ao meu gosto, mas pela necessidade, a gente vai se acostumando. Já comprei calcinhas um pouco maiores e um sutiã também. Mas calma, eu não estou uma baleia. Na minha última consulta com a obstetra na quinta-feira (27), ela me deu os parabéns, pois não engordei nada. Fiquei toda besta, até porque li em uns sites especializados que normalmente a mulher já tem engordado de 2 a 4 quilos nesta mesma semana que eu estou. Deus é mais! Hahuahauha...

A médica também fez o primeiro exame clínico e mostrou que já dá pra sentir o útero apertando um pouquinho abaixo do umbigo. O Breno sentiu na hora. Eu só uns dias depois. É estranho, dá medo de apertar e dói um pouco. Ela também disse que o seios são perfeitos pra amamentar, sem necessidade nenhuma de preparação. Eba! A minha pressão ainda está baixinha, 10 por 6, e isso é excelente! A única coisa chata foi que ela disse que se até agora os enjoos não passaram, não passarão mais. Fiquei arrasada, mesmo sentindo que eles estão melhores. O que me consola é que minha mãe disse que com ela passava com 4 meses. Dedos cruzados!

Voltando às roupas, ontem tive que comprar uma calça jeans pra gestante. É, aquela mesmo com elástico na barriga! Sabia que elas não têm numeração, como as calças normais, tipo 36, 38, 40...? Pelo menos não na Renner. Lá tem uma linha específica para grávidas e as calças são só P, M e G. Tive que tentar adivinhar pelo olho mesmo pra levar ao provador. E acertei. Era a média e ficou ótima! É muito confortável. O elástico ainda está um pouquinho folgado, mas é só dobrar que é sucesso!

Preciso confessar que morro de medo de ficar como aquelas grávidas, toda inchada, andando quase morrendo pelos cantos. Tenho pensado isso ultimamente, mas me deu uma certa esperança quando soube que já podia ter engordado e continuo com o mesmo peso. A preocupação agora são as estrias. Comecei a sentir a barriga crescendo mais rígida, esticando mesmo a pele. Fazer um cambré (passo do ballet em que o tronco é voltado pra trás) se tornou impossível. Sinto como se repuxasse toda a barriga. E olha que a Duda ainda está lá embaixo do umbigo. Apesar do meu bucho ser redondinho, segundo a médica, a parte de cima é só vento!

Próxima semana, tiro uma nova foto pra vocês verem como estou. Mas espero que antes disso eu tenha saco e tempo pra escrever sobre os presentes que a bonita já ganhou. Sim, porque ela já completou uma gaveta inteirinha!

Beijos!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Primeiros sinais

Achei que demoraria bem mais para eu começar a sentir fisicamente a presença de minha filha na barriga. Pensei que só teria essa sensação nos primeiros chutes, lá pros 5 ou 6 meses. Mas que nada! Já é possível sentir que existe alguém aqui dentro. Não o tempo todo, claro. Mas esta semana percebi, em algumas posições, meio que um pesinho no pé da barriga. É como se tivesse uma bola de sinuca. Ela não mexe, mas se eu deitar de bruços, por exemplo, já dói. Deve ser a forma dela dizer: "Se ajeita, mamãe, que tá me apertando!" É engraçado sentir e não ver. A imaginação vai à loucura! Fico imaginando como ela deve estar posicionada, se mergulha, se dá cambalhota... Se realmente certas posições a deixam irritada. Hehehe...

Também tive o primeiro momento de loucura e insanidade da gravidez/maternidade. Fui buscar o laudo da ultrassom de translucência nucal e nele constam todos os dados do exame, como peso, medidas, volume, posição etc. Mesmo a médica tendo dito que tudo estava bem, fui lá checar número por número com meu amigo Google. Nele só encontrei medidas de TN em milímetros e no meu exame estava em centímetros: 0,20 cm. Os artigos que pareciam ter mais credibilidade diziam que uma TN normal deve ter no máximo 2,5 mm. Pronto. Foi o suficiente pra eu enlouquecer e esquecer as aulas de geometria do colégio e não saber mais como converter centímetros em milímetros. Eu não acreditava mais no meu conhecimento e comecei a entrar em pânico sozinha em casa. Pesquisei mais, cavei ainda mais na memória esquecida e empoeirada do Ensino Médio e nada cessava a minha dúvida. Até que precisei entrar em um site de conversão de medidas e colocar lá pra lembrar que 0,20 cm = 2 mm. Ridícula.

Mas tudo está bem no reino de Maria, meus companheiros. Ela, inclusive, já tem osso nasal, o que eu descobri que também é algo de extrema importância e um ótimo sinal. É, porque no meio dessa busca toda, eu acabei lendo mais e conheci histórias de outras mães e seus exames de TN. E nem todas eram tão felizes como a minha.

E a vida segue e a cada dia eu vou me sentindo mais sortuda/abençoada. E isso pra realista chata aqui de plantão é motivo de pulga atrás da orelha. Quando tudo está bem, começo a me questionar que horas alguma coisa chata vai acontecer. Pergunto-me se eu realmente mereço tudo isso e se tenho toda a gratidão que essa felicidade requer. Ridícula².

Parece mesmo que alguém lá em cima gosta de mim. Parece que fiz minha lição de casa e sou uma boa menina. Espero continuar fazendo por onde merecer essas alegrias todas. É estranho pensar assim, né? Mas é que a gente vê tanta desgraça nesse mundo que quando tudo dá certo e do jeito que a gente quer, dá logo um medo. E pensar que esse medo está só começando...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Vida, vida, viiiiida....

E pensar que ainda virão emoções muito maiores por aí... Vimos Duda novamente, agora em forma de gente, com sexo, nome, cabeça, tronco e membros. E vida. Muita vida. Na ultrassom que fiz na última segunda-feira, vimos o quanto essa coisinha cresceu. Aquele carocinho minúsculo agora mexe as perninhas e coloca a mão na cabeça. Incrivelmente apaixonante!

Ela já tem cerca de 13cm e pesa 62g. O exame de translucência nucal deu todo normal e ela está seguindo o crescimento como manda o figurino. Ah! Parei de tomar o ácido fólico e comecei o polivitamínico indicado pela médica e que vou tomar até um mês após o parto.

O Breno soltou, sem querer, que era uma menina: "Olha a mão dela!" A médica se surpreendeu por já sabermos o sexo e aproveitou pra fuçar nas imagens e confirmar. Ela disse que se fosse dar um palpite pelo ultrassom, diria que é 90% de chance de ser uma moça. Ou seja: no doubt.

E depois de muita enrolação, começamos a bater a série de fotos da barriga. Confesso que antes não estava muito estimulada porque não via nada demais, porém, agora, não tem mais como disfarçar. Ela está aqui despontando sem dó nem piedade. Vamos manter essa sequência todos os meses até a bonita chegar.

Os enjoos começam a passar bem devagar e a coragem de viver eu ainda estou esperando ansiosa!

Não, ela não tem minha boca. É só o borrado da US.


Favor não reparar muito nas celulites laterais. Grata.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Finalmente, as 12 semanas

Nunca diga nunca até você engravidar. Eu, uma pessoa que sempre fez questão de se alimentar bem, evitou exagerar nas comidas gordurosas, enlatadas e nas frituras, peguei-me, numa semana dessas, jantando hamburguer três dias seguidos e achando a melhor coisa do mundo sem peso nenhum na consciência. É uma surpresa a cada dia. Eu, que também achei que fosse desejar sorvete de leite Ninho diariamente, ainda não senti a menor vontade nenhuma vezinha.

Estou completando 12 semanas sonhando com o momento que me disseram que os enjoos iam passar. Ontem mesmo tive um muito forte e no domingo de Carnaval rolou o segundo "passamento", como minha mãe chama. Acho que já entendi que não sou a Mulher Maravilha e agora tenho limites, mesmo não achando isso legal. Fui pro bloquinho de rua achando o máximo que estava bem pra pular e curtir. Porém, o sol quente, o calor e a "ruma de gente" ao redor fizeram minha vista escurecer, o mundo rodar e eu achar que ia cair. Péssimo. Fora que ficar muito tempo em pé não é mais a mesma coisa. Cansa duas vezes mais e os pés doem. E é porque nem tenho barrigão ainda. O jeito foi sentar na calçada, colocar a cabeça entre as pernas e comer uma pipoca bem salgada. Depois de melhor, o pedido dengoso pro marido: "Vamo embora?" Também tinha que ser logo antes que desse vontade de fazer xixi. Não ia nem a pau naquele banheiro químico. É. Estou velha. Mas tenho uma notícia boa: não vomitei nenhuma vez nesses três meses.

As calças jeans começaram a me deixar na mão. A minha preferida pra ir trabalhar agora tem que ficar desabotoada enquanto eu fico sentada. Pior é que a microbarriga já incomoda, mas ainda não é suficiente pra exibir por aí. Quem não sabe, acha que eu sou uma menina amarela do buchão, sem vergonha que não tem coragem de entrar na academia. Aí eu inventei de usar a calça de grávida que uma amiga emprestou e a bicha passa o dia caindo. Maravilha, não?

E eu continuo sendo atração. Agora a novidade é o povo perguntando "Como está a Maria Eduarda?" Como assim, colega? Dá vontade de responder: "Não muito bem. Ela tem me queixado que está muito molhado onde ela vive e que tem se sentido cada vez maior, o que não é bom, pois diz ela que o espaço lá vai diminuindo" Mas não, eu tenho que dizer "Vai bem", sem fazer a menor ideia do que eu mesma estou falando. E quando dizem: "Cuide bem dela!" A resposta que me vem é: "Ném! Cuidar por que? Eu tou pensando em lutar boxe e saltar de pára-quedas pra ela sentir uma adrenalinazinha..." E já me avisaram que quando a barriga estiver maior, as pessoas na rua, sem nem me conhecer, vão me alisar sem pedir permissão. Meu Deus, dê-me sabedoria e paciência pra eu não dizer "Isso não é lâmpada mágica, minha senhora. Não adianta esfregar que não vai sair nenhum gênio lhe concedendo três desejos".

Próxima semana faço uma nova ultrassom. Estou doida pra ver o quanto ela cresceu e realmente saber como ela está pra poder responder às pessoas com propriedade, e não com um sorriso amarelo. Também será feita a translucência nucal, exame para detectar se há algum tipo de doença cromossômica. Se Deus quiser, tudo vai dar certo. Aguarde cenas dos próximos capítulos....

No Carnaval, antes de ter o "passamento". E essas duas aí podem, sim, fazer o que quiserem com a minha barriga.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pre-pa-ra!!!

Eu realmente não estava ansiosa para saber o sexo do bebê, mas minha mãe, de quem herdei a inquietação (porém num grau menor), não se conteve e me fez a irrecusável proposta de fazer o exame de sexagem fetal bancado por ela mesma. Ok, você venceu! Batata frita!

E lá fui eu, ao chegar à oitava semana de gestação, tirar alguns tubinhos de sangue para conferir se tem ou não cromossomo Y nesse útero. Foram vários tubos porque tive que fazer outros exames que a médica passou. Onze no total!

Parece que quanto mais perto e mais possível essa descoberta ficava, mais angustiada eu me via também. Era uma mistura de ansiedade e medo, pois como sempre sonhei com uma menina, não sabia como reagiria caso fosse o Gabriel.

Os seis dias úteis prometidos pelo laboratório viraram apenas cinco corridos. Prometi ao Breno que veríamos juntos e então, quando ele chegou do trabalho ontem eu logo chamei para entrarmos no site. Quando vimos só o enunciado do exame surgir na tela do computador, fiquei em choque e parei de descer a barra de rolagem. E agora? "Vai, amor!", disse o pai já agoniado. Desci e lá estava em caps lock "FEMININO" ao lado de "resultado". Eu só gritei e comecei a me tremer. Era meu sonho da vida em forma de pessoinha começando a se realizar ali. Foi tanta alegria que eu ainda questionei: "Amor, será que esse FEMININO não é o meu sexo?" Dãn!!

É ela! Minha menina vai chegar. Minha Maria Eduarda, nossa Duda. Desde os 12 anos que tenho esse nome na cabeça e nada nem ninguém me fez mudar de ideia. Um nome forte, sem frufru e frescurinha. Nome grande e de gente grande, no melhor sentido do adjetivo.

Tantos sonhos eu já tive com ela. Tantas vezes já vi a carinha. Tantos anos eu esperei e adiei. Finalmente ela vai chegar. Linda, saudável, cheia de vida. Atrevida igual à mãe e de um coração gigante igual ao do pai? Sabe-se lá! Agora tudo é especulação. Mas a certeza é de que vai ser alguém notável. Isso eu garanto.

Filha, o mundo aqui não é lá essas coisas todas para nós mulheres, mas acredite, já foi bem pior. Tomara que a sua realidade seja ainda melhor e mais justa que a minha. Que você tenha a liberdade que precisa e eu estarei lutando por ela junto com você. Você é parte de uma família essencialmente feminina. De mulheres lutadoras e que se sobressaem diante dos homens. Qualquer dificuldade vai ser fichinha pra você, que tem uma herança genética pra ninguém botar defeito. Espero que você não seja a 'princesinha'. Espero mesmo é que você seja a guerreira do castelo, que destrói todos os dragões e pra quem o príncipe encantado é um mero detalhe.

E é claro que você já tem sua música. Ela não saiu da minha cabeça hoje.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Desabafo (8 semanas)

Realmente a gravidez é uma fase de descobertas e surpresas. Mas não falo apenas de descobrir o amor incondicional, a preocupação com a saúde ou das surpresas da rotina com as mudanças no corpo, as primeiras sensações e o sexo do bebê. Venho descobrindo traços da minha personalidade que eu não imaginava existir e me surpreendendo demais com cada um.

Descobri que não gosto de ser o centro das atenções. Tem sido uma luta comigo mesma abrir o sorriso naquelas horas em que eu já não aguento mais responder às mesmas perguntas que chegam metralhadas por pessoas de todos os lados ao mesmo tempo. Tem sido uma tortura ficar calada depois de ouvir comentários nada a ver sobre todo e qualquer movimento que eu faço que parece "coisa de grávida". Aqueles comentários que jamais existiriam se eu não estivesse. Tudo o que eu faço agora é porque eu estou grávida. Sento diferente, ando diferente, falo diferente.... Oi?

Até semana passada um monte de gente ainda não sabia e ninguém tinha percebido nada fora normal. Mas os que sabem parece que ficaram sem assunto pra falar comigo e agora sempre enfiam comentários sobre o tema em todo diálogo.

Eu não sou mais uma mulher que trabalha, que estuda, que tem casa, marido, família, que se diverte, que viaja, que dorme, que come... Eu sou um grávida e só. Só existe esse assunto para tratar comigo. É só parto, gravidez, nome de bebê, ultrassom, enxoval, dores, enjoos, amamentação....

Como diz minha mãe, meu sobrenome é praticidade. Ok, tou grávida. Que lindo! Próximo tópico? Vocês viram que absurdo o cinegrafista que foi atingido por um rojão naquela manifestação? Como jornalista, sinto uma revolta tremenda, sabia?! E a novela das nove? Sabia que adooooro o Manoel Carlos?! E a violência em Fortaleza? Será que o próximo governador vai conseguir diminuir o número de homicídios na capital?

Que agora eu me surpreenda com a minha paciência e me descubra uma mulher cada vez mais resolvida, que sabe que não é apenas uma, mas várias mulheres em uma só e que não deixa nenhuma delas engolir nenhuma das outras. Que tenha equilíbrio, bom senso e sabedoria. Que a gravidez não me traga apenas um filho, mas o discernimento de entender que a vida é plural e não singular.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Primeiros inimigos

Antes de engravidar eu estava me alimentando super bem, comendo de 3 em 3 horas, abusando de alimentos saudáveis e ricos em fibras, frutas, saladas etc. Agora tudo o que eu menos quero ver na frente é pão e arroz integral. Incrível como só de pensar já me dá náusea. Ow mulher enjoada! Fora que cozinhar tem sido um sacrilégio! Já me peguei com a mão na massa e com vontade de vomitar ao mesmo tempo.

Nada disso é frescura, meus amigos. Era tudo verdade! O organismo realmente parece querer rejeitar alguns tipos de alimento. Minha vontade agora é de comer bombom, de preferência aqueles azedinhos tipo Bala Soft ou 7 Belo. Quero sempre comer algo bem doce ou bem salgado. Comida sem gosto de hospital nem pensar! E o mais interessante é que não estou engordando nada. Pelo contrário, ou o peso se mantém um pouco abaixo do normal ou cai um quilo. Alguém me explica?

Mas não posso cantar vitória, pois ainda tenho 7 longos e gordos meses pela frente. Só não vou me privar de comer essas porcarias. Além de me deixarem feliz, ainda ajudam a passar o enjoo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Respirando fundo (7 semanas)

Sempre fui boa de respostas. Daquelas afiadas, diretas, sinceras e rápidas. Sempre me impus em todo lugar que vou e em todas as relações que preservo sem precisar me indispor com ninguém ou criar intrigas. Sempre tive o respeito das pessoas por ter minhas opiniões embasadas e, na maioria das vezes, fortes, mas sabendo e aprendendo a cada dia, a reconhecer quando preciso repensá-las. Agora que serei mãe, começo a ver que essa característica me ajudará muito, pois se tem uma coisa que as pessoas gostam de fazer quando você está grávida ou tem filho, é de dar pitaco na sua vida como se fossem as donas da razão e você é que não sabe de nada.

Já estou sentindo os olhares, os comentários e as críticas aflorando, ainda discretamente, ao meu redor. E engloba tudo, desde os nomes pro bebê, as cores do enxoval e o tipo de parto. Eu sempre tenho o maior cuidado do mundo para não demonstrar estar julgando quando emito minha opinião, pois sei como é incômodo ouvir alguém, que nada tem com a sua vida, criticar uma escolha sua. Já estou com o botão do 'foda-se' devidamente pressionado, bem como a paciência sendo trabalhada. Mas acredite: tem limite. Então, se você está afim de me dar algum conselho, pense algumas vezes antes.

Os nervos estão à flor da pele. Não sei se pelos hormônios, mas o que tem me tirado o sono e o bom-humor são os enjoos. É, meus amigos, eles não param. Também, uma pessoa que sempre teve o vômito frouxo e que fica tonta dormindo de rede jamais ia escapar desse mal na gravidez. Seria muita pretensão!

Só eu sei dos meus medos, das minhas angústias, dos meus limites e das minhas possibilidades. Muito ainda vai acontecer. Posso mudar de opinião do dia pra noite, como também posso ser teimosa até os finalmentes. Só eu sei o que me faz bem, o que me deixa tranquila e realizada, independentemente do que a maioria diz. Sim, isso é um desabafo e um aviso. E acredite: agora uma outra vida está acima de tudo e de todos pra mim. Então, pitacos e julgamentos serão totalmente descartados. Óbvio que sei diferenciar uma ajuda de uma intromissão maldosa. Do mesmo jeito que também sei diferenciar quando uma ajuda dita se torna insistente na boca de quem, delicadamente, quer me convencer do que pensa.

Sei também que quando o baby nascer, tudo vai piorar. Tanto os 'palpites', como o meu poder de resposta. Se toda mulher quando se torna mãe vira uma leoa, imagina aí... Hehehe....

Mas por enquanto, tudo ainda está sob controle. Continuo me saindo bem nas respostas e me impondo sem precisar ofender ninguém. Posso ser impaciente, mas tenho jogo de cintura. Claro que o ideal seria não precisar responder, mas finalmente estou aprendendo que não tenho o controle de muita coisa.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Primeira ultrassom

E os clichês das mães começam a se estabelecer na minha vida. Começo a me render a falar certas frases e a sentir emoções que um dia achei que eram exageradas. Hoje fiz minha primeira ultrassonografia. Estava um pouco preocupada de o embrião não ter pego, de não ter batimento cardíaco, de ser gêmeos... Eu não sou uma pessoa muito negativa, mas sou bastante realista e sempre acho que se acontece coisas ruins com os outros, também pode acontecer comigo.

Mas graças a Deus, tudo deu certo. Enquanto esperava pela médica na cama já preparada e de bata, fiquei tensa. Eu e Breno conversávamos besteiras e sobre como foi tirar os pontos da cirurgia de extração dos sisos dele quando a doutora chegou. Cheguei a sentir minhas pernas tremendo por um instante.

Como o bebê ainda é muito pequenininho, a US teve que ser a transvaginal. Quanto a isso eu estava tranquila, pois já tinha feito. E quando finalmente ela começou e a imagem surgiu na telinha, eu já percebi perfeitamente duas bolinhas lado a lado. Antes que eu questionasse se eram dois, a médica logo me tranquilizou mostrando que um era o embrião e o outro era o saco vitelino. Ufa! Mesmo assim, ainda perguntei: "É só um, né doutora?", e ela pronta e seguramente respondeu: "É só um sim! Tem nem perigo de serem dois".

Ela mediu o tamanho do útero, do neném e de mais alguma coisa e depois aproximou a imagem para vermos o coração. E lá estava ele! Batendo! E batendo forte. Dava pra ver perfeitamente. Em seguida, ela colocou o som pra ouvirmos. É realmente emocionante. O sorriso no meu rosto e no do Breno foi automático, bem como as lágrimas que caíram dos nossos olhos. Está tudo bem! Tudo nos conformes e dentro da normalidade. Breno decorou: nosso feijãozinho tem 0,68 cm. Oooownn... E nas próximas vezes, segundo a médica, o coração vai bater ainda mais rápido. É muito amor, Brasil!

Ah! Ela disse que estou com 6 semanas e 4 dias. Ou seja: faço 7 semanas domingo.