Sempre fui boa de respostas. Daquelas afiadas, diretas, sinceras e rápidas. Sempre me impus em todo lugar que vou e em todas as relações que preservo sem precisar me indispor com ninguém ou criar intrigas. Sempre tive o respeito das pessoas por ter minhas opiniões embasadas e, na maioria das vezes, fortes, mas sabendo e aprendendo a cada dia, a reconhecer quando preciso repensá-las. Agora que serei mãe, começo a ver que essa característica me ajudará muito, pois se tem uma coisa que as pessoas gostam de fazer quando você está grávida ou tem filho, é de dar pitaco na sua vida como se fossem as donas da razão e você é que não sabe de nada.
Já estou sentindo os olhares, os comentários e as críticas aflorando, ainda discretamente, ao meu redor. E engloba tudo, desde os nomes pro bebê, as cores do enxoval e o tipo de parto. Eu sempre tenho o maior cuidado do mundo para não demonstrar estar julgando quando emito minha opinião, pois sei como é incômodo ouvir alguém, que nada tem com a sua vida, criticar uma escolha sua. Já estou com o botão do 'foda-se' devidamente pressionado, bem como a paciência sendo trabalhada. Mas acredite: tem limite. Então, se você está afim de me dar algum conselho, pense algumas vezes antes.
Os nervos estão à flor da pele. Não sei se pelos hormônios, mas o que tem me tirado o sono e o bom-humor são os enjoos. É, meus amigos, eles não param. Também, uma pessoa que sempre teve o vômito frouxo e que fica tonta dormindo de rede jamais ia escapar desse mal na gravidez. Seria muita pretensão!
Só eu sei dos meus medos, das minhas angústias, dos meus limites e das minhas possibilidades. Muito ainda vai acontecer. Posso mudar de opinião do dia pra noite, como também posso ser teimosa até os finalmentes. Só eu sei o que me faz bem, o que me deixa tranquila e realizada, independentemente do que a maioria diz. Sim, isso é um desabafo e um aviso. E acredite: agora uma outra vida está acima de tudo e de todos pra mim. Então, pitacos e julgamentos serão totalmente descartados. Óbvio que sei diferenciar uma ajuda de uma intromissão maldosa. Do mesmo jeito que também sei diferenciar quando uma ajuda dita se torna insistente na boca de quem, delicadamente, quer me convencer do que pensa.
Sei também que quando o baby nascer, tudo vai piorar. Tanto os 'palpites', como o meu poder de resposta. Se toda mulher quando se torna mãe vira uma leoa, imagina aí... Hehehe....
Mas por enquanto, tudo ainda está sob controle. Continuo me saindo bem nas respostas e me impondo sem precisar ofender ninguém. Posso ser impaciente, mas tenho jogo de cintura. Claro que o ideal seria não precisar responder, mas finalmente estou aprendendo que não tenho o controle de muita coisa.
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