sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Retrospectiva

Entrando na reta final da gravidez, comecei a fazer uma retrospectiva desses últimos meses tão atípicos. Antes de tudo, quero deixar registrado o quanto foi (e ainda está sendo) incrível. Foram muitos mitos derrubados, medos relevados e opiniões modificadas. Realmente muda muita coisa, mas nada que me faça uma outra pessoa, como já ouvi por aí. Você melhora, amadurece, entende o que é mesmo importante nessa vida, dá mais valor às pessoas e pensa mais nelas.

Foi muito engraçado ver meu corpo mudando. E é porque ele nem mudou tanto quanto eu imaginei... O que foi ótimo, diga-se de passagem! Aprendi coisas bem bacanas sobre gestação e outras eu já sabia, pois tinha já visto a experiência das amigas. Mas o melhor foi me sentir uma abençoada por tudo ter corrido tão bem, tão perfeito e do jeitinho que eu queria. Não tive uma complicação sequer. Só felicidade e a sensação imensurável de estar viva. É como se eu estivesse viva em dobro.

Fico lembrando também de tudo que aconteceu de diferente, das comidas que enjoei e das que eu criei uma verdadeira devoção! Hehehehe... Lembrei esses dias o quanto eu comia Mentos nos primeiros meses. Por causa dos enjoos, eu ficava com um gosto ruim direto na boca e as únicas coisas que melhoravam era Mentos e Trident Sensações, aquele mais caro e mais forte com sabor de frutas. Meu céu da boca chegava a cortar de tanto Mentos que eu comia! Hehehe...

Passei os três primeiros meses sem aguentar ver arroz e pão integrais. Alface então, nem se fala! A comida pra mim tinha que ter muito molho e ser bem temperada. Lembro do tanto que eu evitava tomar Dramin, mas às vezes era impossível Eu tomava e saía de casa contando os minutos pra ele fazer logo efeito e o enjoo passar. Ficava quietinha, mexendo o mínimo possível pra cabeça não rodar ainda mais até tudo ficar bem. E ficava mesmo. Aí vinha aquela fome de leão e eu devorava tudo, de preferência com Guaraná! Outra coisinha milagrosa também, viu? Ajudava a passar as náuseas rapidinho.

Não tive nenhum desejo estranho, mas certas comidas me davam vontade só de ouvir alguém falando. E outras, só de ver ou pensar já me davam logo fome, como pipoca de isopor e azeitona. Na verdade, até hoje esse meu carinho por elas continua muito grande! São coisas que eu já gostava, mas não fazia nenhum pingo de questão, saca? Agora eu peço pro Breno comprar sempre que dá e meus olhinhos brilham só de ver! Também me apaixonei de vez por água de coco. O melhor é que faz muito bem pra mim e pra Maria. Pior se eu tivesse me apaixonado por Coca-cola. Já pensou?

Lembro muito também da luta pra encontrar uma roupa pra sair de casa! Eram peças e mais peças jogadas na cama... Nenhuma fazia eu me sentir bonita ou simplesmente não cabia mais e eu não me conformava. Breno sofreu, pois passava horas pronto me esperando e sabia que não podia reclamar. Ele via que realmente era difícil.

Uma das coisas que foi ótimo e eu não imaginei, foi o fato de eu ter andado bastante. Viajei muito e não abri mão das caminhadas, por mais longas que fossem. Fui pra Cancun, Orlando e pro Rio duas vezes. Pra mim, viagem tem que ser assim para conhecer de perto a cidade que você está visitando. E todas foram no tempo certo, quando eu ainda estava com pique e peso pra andar. Dizem que isso ajuda muito no parto normal. Mas isso é outro assunto.... ;)

Meninas que estão no comecinho da gravidez ou ainda pensam em um dia engravidar: não é um bicho de sete cabeças se você mantiver a tranquilidade e o otimismo. Minha dica é que vocês encarem essa fase como qualquer outra. É importante? Delicada? É, mas não precisa de terrorismo. Muito menos se entregar e achar que agora o mundo vai girar em torno de você. Ele não vai. É você que vai continuar seguindo da mesma forma e até mais segura e independente, pois uma vida está dependendo de você e você é quem tem que aprender a dar segurança pra ela. Segurança, confiança, amor, autocontrole, suporte, força e serenidade. Acredite: a melhor maneira de educar é dando o exemplo. E exemplo tem que ser dado desde cedo. Mostre pro seu filho, ainda na barriga, que somos nós quem comandamos nossas vidas e nossas escolhas, e cada uma delas deve ser tomada com consciência e sabedoria, sem enfiar os pés pelas mãos e sem impulsividades. E mostre que cada fase é uma fase, mas a vida segue, muda, renova e a gente só tem mesmo é que evoluir com ela e seguir em frente sem medo e mantendo as pessoas certas perto da gente, pois ninguém é de ferro e isso ele também precisa saber.

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