Nunca fui muito religiosa, nem acredito em reencarnação ou coisa do tipo. Mas sempre achei que nada é por acaso e que tem coisas realmente sem explicação racional/científica.
Eu devia ter uns 12 anos quando decidi que um dia teria uma filha chamada Maria Eduarda. A ideia me veio depois de ver em algumas novelas personagens com esse nome. Sempre eram mulheres bonitas, de personalidade forte, independentes e protagonistas de suas vidas. Pronto. Encasquetei. Depois disso, durante toda a minha vida até hoje, tive vários sonhos em que tinha uma filha e ela estava sempre lá. Aparecia sempre com a mesma carinha e, claro, o mesmo nome. Em conversas sobre isso com as pessoas, sempre que eu me referia a ela, meu olho enchia d'água. Não conseguia entender por que tanta emoção.
Essa ideia fixa de um dia ter uma filha e o tanto que eu falava dela acabaram contagiando as pessoas mais próximas a mim. Minhas amigas já se referiam à Duda como a filha da Manu que cedo ou tarde chegaria. Minha família do mesmo jeito. Acho que para eles era mais como uma simples vontade minha, enquanto que pra mim era meu maior sonho. E no fundo, algo sempre me dizia que era apenas uma questão de tempo e sorte. E a sorte realmente sorriu pra mim. Engravidei casada com o homem que me faz uma mulher plenamente feliz, aos 30 anos como eu queria, com previsão pra nascer em setembro (no nosso mês: meu e do Breno) e é uma menina. Minha menina.
Esses dias, pensando nisso, em como tudo aconteceu exatamente como eu quis, a única conclusão a que chego é que Maria Eduarda sempre existiu em algum lugar e estava até agora só esperando a hora da gente se encontrar. Quando eu sonhava com ela, era uma forma da gente já ir se conhecendo e de eu já ir me familiarizando com o rostinho dela e tendo a certeza de que um dia ela chegaria.
Hoje eu creio que ela foi feita mesmo pra mim. Pra eu cuidar dela e fazer dela uma mulher forte, independente e protagonista da sua vida como eu tanto imaginei. Não sei se ela vai ter mesmo aquele rosto que tantas vezes eu visualizei nos meus sonhos, mas ela vai chegar finalmente. A espera já está terminando e a gente vai se ver, se cheirar, se abraçar, cuidar uma da outra, fazer a outra ainda mais feliz e completa. Até que enfim vamos curtir esse amor que já existe desde o início da minha existência.
Falta pouco, filhota!!
Um comentário:
O elo já existe há muito tempo. Mesmo sem ver o rostinho da Maria Eduarda ao vivo e a cores. Logo, logo, você terá de aprender a decifrar choros e manhas;
Irá aprender o jeitinho que ela dormirá com maior facilidade;
E cantará bem mais feliz e entusiasmada para acalentá-la;
E terá diferentes sensações toda vez que ela abrir e fechar seus pequenos olhos e perceber que estará segura ao seu lado.
Manu Barroso, a vida é uma benção repleta de descobertas. Você agora vai ser a atriz coadjuvante na estréia do filme Maria Eduarda e suas descobertas.Bjs
Rosa de Lisieux Urano
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