terça-feira, 23 de abril de 2019

Gui chegou!

Realmente o segundo filho é uma loucura. Olha só quando estou parando para escrever sobre o nascimento do Gui! Ele já vai fazer 5 meses (e eu só consegui terminar e estou publicando nas vésperas do sexto mês)! E não foi nem só por falta de tempo não, pois nos meus intervalos de paz eu prefiro mesmo descansar o corpo e a mente. Mas não posso deixar esse dia tão especial passar batido por aqui. Meu menino maluquinho também merece o registro da sua chegada triunfal!

No dia 23 de outubro fomos a uma das últimas consultas do pré-natal e eu já estava certa de marcar meu prazo máximo (leia-se cesárea eletiva) para o dia 29. Já teria passado o segundo turno das eleições, o aniversário do meu irmão e já estaríamos prestes a fazer 40 semanas. Como minha obstetra disse que é complicado pra ela operar em dia de segunda, ela pediu para marcar pra terça, dia 30. Tudo bem. Marcada. Saímos de lá também com um ultrassom pra fazer.

A essa altura, meu inchaço por todo o corpo já era visível. Dias antes já tive que tirar minha aliança do dedo e abolir sapatos fechados. Quanto à aliança, lembro que na época da Duda, eu só tirei mesmo pra entrar na sala de cirurgia. E é porque dessa vez eu engordei 3 kg a menos.

Enfim, o ultrassom já foi logo na noite do dia seguinte (24/10) porque eu estava louca pra vê-lo de novo. A última US tinha sido há um mês. Gui já estava grandão, com 3,400 kg, aproximadamente. Ao final do exame o médico ainda comentou: "está bem pertinho de nascer". Fomos para casa e eu jantei um acarajé que estava desejando.

Já havia umas semanas que o xixi da madrugada estava se repetindo diariamente. Naquela noite, ele foi por volta das duas da manhã e quando levantei, senti uma dor mais forte que o normal e ela repetiu algumas vezes, parou e eu dormi de novo. Lá pelas 4h ela voltou e começou a se repetir mais com mais intensidade. Passei a cronometrar os intervalos e eram bem variáveis, mas estavam lá. Procurei uma posição e nesse movimento, Breno acordou: "Está tudo bem, amor? Está sentindo alguma coisa?" Eu só balançava a cabeça e ele entendeu o recado: "Eita pau!" Pensamos alguns segundos o que e como íamos fazer na sequência e levantamos. Ligamos pra família e ora médica, minha sogra veio ficar com a Duda e eu fui me preparar em meio às contrações. Troquei de roupa, arrumei os últimos detalhes, preparei a Duda, conversei, passei uma make e fomos pro hospital.

Já sabíamos que não seria imediato, pois minha obstetra adiantou no telefone que tinha uma cirurgia antes. As contrações ficavam cada vez mais fortes e com intervalos cada vez menores. Entre um gemido e outro, muito papo e conversa com Breno, meus pais e meu irmão. Depois de muito esperar (com dor qualquer tempinho é uma eternidade) e super ansiosa pra ver a carinha do meu menino, as enfermeiras iam chegando pra me examinar e saber como está a indo o trabalho de parto. Uma delas chegou a dizer que, pela intensidade, eu já devia estar com uns 7cm de dilatação e ia ser fácil ter um parto normal. Isso até fazer o exame de toque e ver que eu estava com o colo do útero completamente fechado. Ela se surpreendeu e foi providenciar todo o processo pra eu ir pro centro cirúrgico enquanto a médica não chegava.

Quando, finalmente, ela apareceu, dei o recado que a enfermeira disse, mas não se conformou e disse que não confiava "no dedo dos outros" e ia fazer ela mesmo o toque. Lá fui eu pro sofrimento de novo. Depois de um puta grito que dei, ela comprovou que realmente não tinha nada de dilatação, sentiu até uma certa piedade de mim (kkkkkkk), e me mandou pra cesárea.

Depois de tudo pronto, mais espera. Fiquei na maçã aguardando vagar uma sala pra entrar. Enquanto isso, eu gemia sem parar. Até o maqueiro que me levou sentiu pena e me desejou sorte. Foi super atencioso e eu até agradeci a delicadeza. Eduardo o nome dele. =)

Finalmente entrei, tomei a anestesia com contração e tudo, tive todo o carinho da minha médica/anja que segurou minha mão e, como sempre, passou toda a confiança do mundo. A equipe foi toda ótima, em especial os anestesistas (houve uma troca no meio da cirurgia, pois o primeiro teve que sair). E já sem dor, me permiti curtir o momento de aguardar meu novo grande amor. Estava nervosa e emocionada. Vivi tudo à flor da pele como tem que ser. Breno entrou, ficou ao meu lado conversando e logo Guilherme nasceu. Dessa vez vi mais perto e nitidamente, não sei por quê. Lembro muito bem dele saindo de mim e sem chorar. Nem tinha me tocado disso, mas a obstetra comentou bem descontraída como ela sempre é: "Vixi! Tá dormindo. Acorda aqui ele!" Foi aí que me toquei, mas nem deu tempo de me preocupar e ele já foi pra mesa ser limpo e abriu o berreiro. Lembro de chorar nesse momento ao som da música que pedi pro Breno pôr pra tocar na hora, "Pra Você Guardei o Amor", do Nando Reis. Ouvi ela toda com o celular do lado da minha cabeça e olhando pra ele completamente apaixonada! Fui um amor súbito e avassalador. Aquele amor mesmo que a gente não espera e brota de uma hora pra outra. Surpreendente como ele foi desde o início.

E tudo correu bem e tranquilo nas horas seguidas até chegarmos em casa e começarmos essa nova aventura. O amor só cresce e transborda a cada dia que passa e eu estou muito encantada com meu menino. Bem-vindo, filho! Te amo como nunca imaginei amar de novo.

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