Um ano já se passou do dia em que te vi chegando caladinho, quietinho e risonho enquanto eu chorava litros ao te receber, como se o amor tivesse transbordado de uma vez dentro de mim. Parecia que eu entrava em ebulição. O coração disparou no mesmo ritmo em que dispara quando a gente se apaixona perdidamente. Era você, filho. A maior, melhor e mais louca surpresa da minha vida. Uma surpresa necessária, um amor destinado a existir não importa o que eu quisesse. Era você que faltava para sacodir minhas estruturas, abrir meus olhos, colocar meus pés no chão e me fazer ver a vida, mais uma vez, de outro ângulo.
Precisei de alguns meses para digerir sua vinda, mas não foi preciso nenhum segundo para amar sua chegada. E não demorou quase nada para você provar que sua existência é um reboliço gostoso de viver.
Foi um ano árduo, Gui. Difícil, cansativo, exaustivo eu diria. Mas me ensinou tanto. E não para, um minuto, de me apresentar mil coisas novas e um milhão de possibilidades. Você, sem dúvida, é um furacão, um terremoto no melhor sentido. Você é movimento, é música, é grito, é simpatia, é diversão.
Você me tirou o sono, me derrubou da cama, balançou meu esqueleto e sacodiu a poeira da preguiça. Com você não dá tempo de pensar, planejar ou hesitar. É bola pra frente, é correria, é atitude, é energia!
Tentei fazer com você tudo melhor do que fiz com sua irmã. Algumas coisas consegui e outras cheguei perto. Mas muitas foram novidades que só você poderia trazer e me ensinar. Uma delas é que não existe fórmula, pois cada ser é mesmo único. E o que dá certo com um, nem sempre dá com outro.
Eu já queria poder descrever aqui sua personalidade, mas ela ainda está se formando. O que já posso adiantar é que sua energia de vida é um combustível para toda a nossa família e tem sido maluco acompanhar (ou tentar) tudo. Mas como dizem por aí: é saúde! E graças a Deus, você tem de sobra!
E essa energia e saúde têm me desafiado a respirar mais fundo do que nunca. Foram muitas as ocasiões em que perdi as estribeiras. Por falta de sono, dor nas costas ou mesmo impaciência, às vezes não fui a mãe que eu planejei ser pra você. Eu queria me sentir mais bem preparada, mais madura e leve. Afinal, como dizem, "é o segundo filho!" Mas nada é tão simples.
Diferente da Duda, que teimava em não comer, você "decidiu" não dormir e não gostar de ficar preso em cadeirinhas, berços, bebês conforto e carrinhos. Você teima em explorar tudo, se movimentar, engatinhar, ir pro chão... E para "animar" ainda mais, tem uma garganta potente e grita como eu nunca vi um bebê gritar! Mas também ama um colinho, um denguinho e umas "cosquinhas". Você ri muito fácil, olha no olho, faz carinha de sono e nina a si mesmo pra dormir.
Filho, pensar em você me dá uma sensação que eu nunca havia experimentado: a sensação de completude. Olho pra você e penso: "não me falta mais nada". E isso, carinha, não tem nada melhor!
Obrigada por ter vindo! Você é tudo o que nunca imaginei querer e que hoje eu quero mais do que tudo!
Feliz aniversário! Te amo do tamanho do infinito!
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
5 anos
Filha, você já está fazendo 5 anos e a única coisa que eu penso é em como o tempo realmente passa rápido. Não sei se é bom ou ruim, pois tem sido lindo te ver crescer e cada dia que passa nossa relação se torna mais especial e mais cheia de amor (se é que é possível). Mas também dói um pouquinho, pois dá uma saudade antecipada de tudo o que um dia vai passar e o sentimento sempre é de que eu não estou aproveitando o suficiente, mesmo sabendo que eu estou.
Essa idade é particularmente especial, pois você está entrando nela cheia de novidades na sua vida. Sim. Não esqueço nunca que você tem sua própria vida, sua individualidade e seus próprios desejos e sentimentos e, juro, farei sempre o possível para respeitá-los e apoiá-los com todo amor e cuidado.
Neste último ano, você ganhou seu irmão e foi uma novidade desafiadora. Logo nos primeiros meses de vida dele, você teve momentos difíceis de insegurança, carência e medo. Fiz tudo o que eu pude, com a paciência e a disposição que eu consegui ter na ocasião para você passar por essa fase mais fortalecida. Nas horas mais turbulentas, eu sempre tentei pensar que toda aquela "dor" que você sentia não estava te derrubando, e sim te deixando mais forte e mais madura. E assim está sendo agora que tudo passou e você se tornou uma irmã mais velha incrível!
Este ano você também começou a ser alfabetizada. Estou amando te ver tão interessada na leitura e na escrita e tem sido mágico acompanhar tudo! Você começou a fazer tarefinhas, a escrever novas palavras além do seu nome, a identificar e reconhecer letras, sons e sílabas. Estou gostando tanto disso que não paro de te motivar e te estimular para que você aprenda cada vez mais. E tem dado certo, pois já fomos avisados pela sua professora que você está mais avançada que seus colegas e vai ter atividades e tarefas adaptadas para o seu nível. Você me mata de orgulho, filha! E no fundo eu fico muito orgulhosa de mim mesma também, por ver que estou no caminho certo.
Também houve o episódio dos seus dentinhos que você precisou arrancar dois na dentista. Você foi muito corajosa, entrenfou seu medo e se mostrou segura e confiante com nosso apoio. Graças a Deus, apesar do susto que eu sei que você levou, muito rapidamente você já se mostrou super feliz com seu novo sorriso, ainda mais por ter sido a primeira da sua turminha a ter janelinhas.
Parabéns, meu amor, por ser, aos 5 anos, uma menina autêntica, pacífica, compreensiva, genuína, questionadora, inteligente, alegre, sensível e talentosa. Por se conhecer bem, saber o que quer, por não ligar pra coisas materiais e fúteis, por saber lidar com os desafios, por valorizar sua família e todas as pessoas que te amam. Parabéns por ser você, a menina mais incrível que um dia eu sonhei ter como filha. Eu te amo de um jeito tão grande e tão transcendental que nem consigo explicar, só sentir e agradecer pela sua vida ter cruzado a minha dessa forma.
Feliz aniversário!
Essa idade é particularmente especial, pois você está entrando nela cheia de novidades na sua vida. Sim. Não esqueço nunca que você tem sua própria vida, sua individualidade e seus próprios desejos e sentimentos e, juro, farei sempre o possível para respeitá-los e apoiá-los com todo amor e cuidado.
Neste último ano, você ganhou seu irmão e foi uma novidade desafiadora. Logo nos primeiros meses de vida dele, você teve momentos difíceis de insegurança, carência e medo. Fiz tudo o que eu pude, com a paciência e a disposição que eu consegui ter na ocasião para você passar por essa fase mais fortalecida. Nas horas mais turbulentas, eu sempre tentei pensar que toda aquela "dor" que você sentia não estava te derrubando, e sim te deixando mais forte e mais madura. E assim está sendo agora que tudo passou e você se tornou uma irmã mais velha incrível!
Este ano você também começou a ser alfabetizada. Estou amando te ver tão interessada na leitura e na escrita e tem sido mágico acompanhar tudo! Você começou a fazer tarefinhas, a escrever novas palavras além do seu nome, a identificar e reconhecer letras, sons e sílabas. Estou gostando tanto disso que não paro de te motivar e te estimular para que você aprenda cada vez mais. E tem dado certo, pois já fomos avisados pela sua professora que você está mais avançada que seus colegas e vai ter atividades e tarefas adaptadas para o seu nível. Você me mata de orgulho, filha! E no fundo eu fico muito orgulhosa de mim mesma também, por ver que estou no caminho certo.
Também houve o episódio dos seus dentinhos que você precisou arrancar dois na dentista. Você foi muito corajosa, entrenfou seu medo e se mostrou segura e confiante com nosso apoio. Graças a Deus, apesar do susto que eu sei que você levou, muito rapidamente você já se mostrou super feliz com seu novo sorriso, ainda mais por ter sido a primeira da sua turminha a ter janelinhas.
Parabéns, meu amor, por ser, aos 5 anos, uma menina autêntica, pacífica, compreensiva, genuína, questionadora, inteligente, alegre, sensível e talentosa. Por se conhecer bem, saber o que quer, por não ligar pra coisas materiais e fúteis, por saber lidar com os desafios, por valorizar sua família e todas as pessoas que te amam. Parabéns por ser você, a menina mais incrível que um dia eu sonhei ter como filha. Eu te amo de um jeito tão grande e tão transcendental que nem consigo explicar, só sentir e agradecer pela sua vida ter cruzado a minha dessa forma.
Feliz aniversário!
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Mundo materno
Desde que a Duda tem uns dois anos, criei um ranço do mundo da maternidade. Eu sempre fui meio aversa a monotemas, especialmente aqueles que, por um período, preenchem muito meu tempo. Foi assim na época em que casei, quando eu estava totalmente imersa naquele contexto de organização do casamento. Logo depois que passou o "grande dia", peguei abuso de tudo que tinha relação com o assunto, como programas de televisão a conversas com amigas noivas. Mas respirei fundo e segui. Fora que é um SACO só falar sobre filhos, como se nossa vida se resumisse apenas a isso. Eu costumo ser aquela que sempre pede, pelamordedeus, para não tocar nesse assunto nos encontros só entre mulheres porque o dia a dia já é uma verdadeira overdose e quando há uma chance, eu quero mais é esquecer tudo isso.
Mas diferente de ser noiva, ser mãe é algo mais demorado. É tipo assim, pra sempre, né? E até a Duda deixar de ser bebê, depois de ler bastante e ver muitos vídeos sobre desenvolvimento de crianças, educação, alimentação e muito papo para tirar dúvidas, pedir ajuda, desabafar e ouvir desabafos de outras mães, isso também começou a me cansar. As pesquisas e leituras continuaram, claro, mas as conversas ficaram cada vez mais sacais, pois comecei a ver um lado obscuro da maternidade: a rivalidade inconsciente entre mães.
Sim, é inconsciente, pois acontece até entre amigas. E muitas vezes não é proposital. É surgir um assunto em comum que todas, automaticamente, começam a dar seus testemunhos em tom de comparação, competição e julgamento. Uma crítica disfarçada de conselho, um pitaco com cara de ajuda e por aí vai. Não tem como fugir. E isso não é por maldade, mas as próprias mães que só escutam, acabam comparando sua forma de ser mãe e suas escolhas com as das outras. E por que isso não pode ser algo saudável? Porque TODA MÃE se culpa. O simples testemunho de uma mãe que conseguiu amamentar por 2 anos e esbraveja aos quatro ventos como foi difícil, mas ela conseguiu, é o suficiente para diminuir a outra que tentou em vão e não passou do primeiro mês.
Existe sim, uma cobrança velada. Se na vida em geral isso já rola, imagina na vida materna, que tem o triplo de cobranças, tanto na família, como na sociedade e consigo mesma. Toda mãe, sem exceção, está sempre se questionando se não poderia fazer melhor. E o sucesso de outra, seja no quesito que for, já dói o bastante.
Claro que não vamos deixar de trocar ideias, conversar ou desabafar umas com as outras. Mas isso deve ser feito com o máximo de empatia possível. A grande maioria só quer esbravejar o quanto acertou em determinada coisa e, além de não ouvir, de verdade, os lamentos da colega, também prefere omitir os próprios erros pra não demonstrar fraqueza e impotência. E aí a conversa vira uma grande bola de neve de depoimentos intensos e uma competitividade implícita.
A impotência, inclusive, é uma companheira real na vida de muitas mães e, sem dúvida, um dos sentimentos mais dolorosos. É ela que nos dá aquela sensação de frustração depois de tentar algo até onde sua sanidade permitiu e não conseguir. É ela a mãe de todas as culpas. É ela que, ao ouvir a amiga bater no peito e se orgulhar de não ter dado açúcar pro filho - que sempre comeu super bem - até os 4 anos de idade, faz você se sentir um desastre por ter oferecido sorvete pra sua filha de 1 ano e meio que, depois de meses de desespero por ela não comer nada direito, finalmente colocou algo no estômago com gosto e sem dar piti. É a impotência que nos deixa com um nó na garganta ao lembrar que você teve que colocar seu filho de 5 meses em frente à TV para conseguir lavar uma pilha de louça e fazer o almoço, porque ele não aceita ficar quieto em lugar nenhum sem gritar, que não fosse no seu colo ou vendo a Galinha Pintadinha.
Como eu sempre digo, é muito fácil falar que a vida é linda quando se é feliz. Difícil é reconhecer a felicidade quando está tudo uma droga. É fácil falar de autoaceitação e amor próprio quando se tem um corpo sarado e se está dentro dos padrões. É muito fácil se dizer uma mãe incrível quando não é seu filho que está esperneando no shopping. Tenhamos mais compaixão umas com as outras, pois eu tenho certeza de que algum perrengue você já passou ou vai passar. E, principalmente, vamos parar de se responsabilizar por tudo, tanto pelo fracasso como pelo sucesso. À vezes você só teve mesmo sorte.
Eu tenho dois filhos. Um sempre dormiu muito bem e acordou tarde, mas deu muito trabalho na alimentação. O outro come tudo que vê pela frente, mas acorda pelo menos duas vezes todas as noites e desperta antes das 6h30 da manhã. Sabe o que isso quer dizer? Nada. Então, vamos parar de apontar para as mães onde elas deveriam ter feito diferente ou no que elas erraram. Tenha certeza de que ela já se questiona isso TODOS OS DIAS.
A maternidade é linda. O mundo materno é cruel.
Mas diferente de ser noiva, ser mãe é algo mais demorado. É tipo assim, pra sempre, né? E até a Duda deixar de ser bebê, depois de ler bastante e ver muitos vídeos sobre desenvolvimento de crianças, educação, alimentação e muito papo para tirar dúvidas, pedir ajuda, desabafar e ouvir desabafos de outras mães, isso também começou a me cansar. As pesquisas e leituras continuaram, claro, mas as conversas ficaram cada vez mais sacais, pois comecei a ver um lado obscuro da maternidade: a rivalidade inconsciente entre mães.
Sim, é inconsciente, pois acontece até entre amigas. E muitas vezes não é proposital. É surgir um assunto em comum que todas, automaticamente, começam a dar seus testemunhos em tom de comparação, competição e julgamento. Uma crítica disfarçada de conselho, um pitaco com cara de ajuda e por aí vai. Não tem como fugir. E isso não é por maldade, mas as próprias mães que só escutam, acabam comparando sua forma de ser mãe e suas escolhas com as das outras. E por que isso não pode ser algo saudável? Porque TODA MÃE se culpa. O simples testemunho de uma mãe que conseguiu amamentar por 2 anos e esbraveja aos quatro ventos como foi difícil, mas ela conseguiu, é o suficiente para diminuir a outra que tentou em vão e não passou do primeiro mês.
Existe sim, uma cobrança velada. Se na vida em geral isso já rola, imagina na vida materna, que tem o triplo de cobranças, tanto na família, como na sociedade e consigo mesma. Toda mãe, sem exceção, está sempre se questionando se não poderia fazer melhor. E o sucesso de outra, seja no quesito que for, já dói o bastante.
Claro que não vamos deixar de trocar ideias, conversar ou desabafar umas com as outras. Mas isso deve ser feito com o máximo de empatia possível. A grande maioria só quer esbravejar o quanto acertou em determinada coisa e, além de não ouvir, de verdade, os lamentos da colega, também prefere omitir os próprios erros pra não demonstrar fraqueza e impotência. E aí a conversa vira uma grande bola de neve de depoimentos intensos e uma competitividade implícita.
A impotência, inclusive, é uma companheira real na vida de muitas mães e, sem dúvida, um dos sentimentos mais dolorosos. É ela que nos dá aquela sensação de frustração depois de tentar algo até onde sua sanidade permitiu e não conseguir. É ela a mãe de todas as culpas. É ela que, ao ouvir a amiga bater no peito e se orgulhar de não ter dado açúcar pro filho - que sempre comeu super bem - até os 4 anos de idade, faz você se sentir um desastre por ter oferecido sorvete pra sua filha de 1 ano e meio que, depois de meses de desespero por ela não comer nada direito, finalmente colocou algo no estômago com gosto e sem dar piti. É a impotência que nos deixa com um nó na garganta ao lembrar que você teve que colocar seu filho de 5 meses em frente à TV para conseguir lavar uma pilha de louça e fazer o almoço, porque ele não aceita ficar quieto em lugar nenhum sem gritar, que não fosse no seu colo ou vendo a Galinha Pintadinha.
Como eu sempre digo, é muito fácil falar que a vida é linda quando se é feliz. Difícil é reconhecer a felicidade quando está tudo uma droga. É fácil falar de autoaceitação e amor próprio quando se tem um corpo sarado e se está dentro dos padrões. É muito fácil se dizer uma mãe incrível quando não é seu filho que está esperneando no shopping. Tenhamos mais compaixão umas com as outras, pois eu tenho certeza de que algum perrengue você já passou ou vai passar. E, principalmente, vamos parar de se responsabilizar por tudo, tanto pelo fracasso como pelo sucesso. À vezes você só teve mesmo sorte.
Eu tenho dois filhos. Um sempre dormiu muito bem e acordou tarde, mas deu muito trabalho na alimentação. O outro come tudo que vê pela frente, mas acorda pelo menos duas vezes todas as noites e desperta antes das 6h30 da manhã. Sabe o que isso quer dizer? Nada. Então, vamos parar de apontar para as mães onde elas deveriam ter feito diferente ou no que elas erraram. Tenha certeza de que ela já se questiona isso TODOS OS DIAS.
A maternidade é linda. O mundo materno é cruel.
terça-feira, 23 de abril de 2019
Gui chegou!
Realmente o segundo filho é uma loucura. Olha só quando estou parando para escrever sobre o nascimento do Gui! Ele já vai fazer 5 meses (e eu só consegui terminar e estou publicando nas vésperas do sexto mês)! E não foi nem só por falta de tempo não, pois nos meus intervalos de paz eu prefiro mesmo descansar o corpo e a mente. Mas não posso deixar esse dia tão especial passar batido por aqui. Meu menino maluquinho também merece o registro da sua chegada triunfal!
No dia 23 de outubro fomos a uma das últimas consultas do pré-natal e eu já estava certa de marcar meu prazo máximo (leia-se cesárea eletiva) para o dia 29. Já teria passado o segundo turno das eleições, o aniversário do meu irmão e já estaríamos prestes a fazer 40 semanas. Como minha obstetra disse que é complicado pra ela operar em dia de segunda, ela pediu para marcar pra terça, dia 30. Tudo bem. Marcada. Saímos de lá também com um ultrassom pra fazer.
A essa altura, meu inchaço por todo o corpo já era visível. Dias antes já tive que tirar minha aliança do dedo e abolir sapatos fechados. Quanto à aliança, lembro que na época da Duda, eu só tirei mesmo pra entrar na sala de cirurgia. E é porque dessa vez eu engordei 3 kg a menos.
Enfim, o ultrassom já foi logo na noite do dia seguinte (24/10) porque eu estava louca pra vê-lo de novo. A última US tinha sido há um mês. Gui já estava grandão, com 3,400 kg, aproximadamente. Ao final do exame o médico ainda comentou: "está bem pertinho de nascer". Fomos para casa e eu jantei um acarajé que estava desejando.
Já havia umas semanas que o xixi da madrugada estava se repetindo diariamente. Naquela noite, ele foi por volta das duas da manhã e quando levantei, senti uma dor mais forte que o normal e ela repetiu algumas vezes, parou e eu dormi de novo. Lá pelas 4h ela voltou e começou a se repetir mais com mais intensidade. Passei a cronometrar os intervalos e eram bem variáveis, mas estavam lá. Procurei uma posição e nesse movimento, Breno acordou: "Está tudo bem, amor? Está sentindo alguma coisa?" Eu só balançava a cabeça e ele entendeu o recado: "Eita pau!" Pensamos alguns segundos o que e como íamos fazer na sequência e levantamos. Ligamos pra família e ora médica, minha sogra veio ficar com a Duda e eu fui me preparar em meio às contrações. Troquei de roupa, arrumei os últimos detalhes, preparei a Duda, conversei, passei uma make e fomos pro hospital.
No dia 23 de outubro fomos a uma das últimas consultas do pré-natal e eu já estava certa de marcar meu prazo máximo (leia-se cesárea eletiva) para o dia 29. Já teria passado o segundo turno das eleições, o aniversário do meu irmão e já estaríamos prestes a fazer 40 semanas. Como minha obstetra disse que é complicado pra ela operar em dia de segunda, ela pediu para marcar pra terça, dia 30. Tudo bem. Marcada. Saímos de lá também com um ultrassom pra fazer.
A essa altura, meu inchaço por todo o corpo já era visível. Dias antes já tive que tirar minha aliança do dedo e abolir sapatos fechados. Quanto à aliança, lembro que na época da Duda, eu só tirei mesmo pra entrar na sala de cirurgia. E é porque dessa vez eu engordei 3 kg a menos.
Enfim, o ultrassom já foi logo na noite do dia seguinte (24/10) porque eu estava louca pra vê-lo de novo. A última US tinha sido há um mês. Gui já estava grandão, com 3,400 kg, aproximadamente. Ao final do exame o médico ainda comentou: "está bem pertinho de nascer". Fomos para casa e eu jantei um acarajé que estava desejando.
Já havia umas semanas que o xixi da madrugada estava se repetindo diariamente. Naquela noite, ele foi por volta das duas da manhã e quando levantei, senti uma dor mais forte que o normal e ela repetiu algumas vezes, parou e eu dormi de novo. Lá pelas 4h ela voltou e começou a se repetir mais com mais intensidade. Passei a cronometrar os intervalos e eram bem variáveis, mas estavam lá. Procurei uma posição e nesse movimento, Breno acordou: "Está tudo bem, amor? Está sentindo alguma coisa?" Eu só balançava a cabeça e ele entendeu o recado: "Eita pau!" Pensamos alguns segundos o que e como íamos fazer na sequência e levantamos. Ligamos pra família e ora médica, minha sogra veio ficar com a Duda e eu fui me preparar em meio às contrações. Troquei de roupa, arrumei os últimos detalhes, preparei a Duda, conversei, passei uma make e fomos pro hospital.
Já sabíamos que não seria imediato, pois minha obstetra adiantou no telefone que tinha uma cirurgia antes. As contrações ficavam cada vez mais fortes e com intervalos cada vez menores. Entre um gemido e outro, muito papo e conversa com Breno, meus pais e meu irmão. Depois de muito esperar (com dor qualquer tempinho é uma eternidade) e super ansiosa pra ver a carinha do meu menino, as enfermeiras iam chegando pra me examinar e saber como está a indo o trabalho de parto. Uma delas chegou a dizer que, pela intensidade, eu já devia estar com uns 7cm de dilatação e ia ser fácil ter um parto normal. Isso até fazer o exame de toque e ver que eu estava com o colo do útero completamente fechado. Ela se surpreendeu e foi providenciar todo o processo pra eu ir pro centro cirúrgico enquanto a médica não chegava.
Quando, finalmente, ela apareceu, dei o recado que a enfermeira disse, mas não se conformou e disse que não confiava "no dedo dos outros" e ia fazer ela mesmo o toque. Lá fui eu pro sofrimento de novo. Depois de um puta grito que dei, ela comprovou que realmente não tinha nada de dilatação, sentiu até uma certa piedade de mim (kkkkkkk), e me mandou pra cesárea.
Depois de tudo pronto, mais espera. Fiquei na maçã aguardando vagar uma sala pra entrar. Enquanto isso, eu gemia sem parar. Até o maqueiro que me levou sentiu pena e me desejou sorte. Foi super atencioso e eu até agradeci a delicadeza. Eduardo o nome dele. =)
Finalmente entrei, tomei a anestesia com contração e tudo, tive todo o carinho da minha médica/anja que segurou minha mão e, como sempre, passou toda a confiança do mundo. A equipe foi toda ótima, em especial os anestesistas (houve uma troca no meio da cirurgia, pois o primeiro teve que sair). E já sem dor, me permiti curtir o momento de aguardar meu novo grande amor. Estava nervosa e emocionada. Vivi tudo à flor da pele como tem que ser. Breno entrou, ficou ao meu lado conversando e logo Guilherme nasceu. Dessa vez vi mais perto e nitidamente, não sei por quê. Lembro muito bem dele saindo de mim e sem chorar. Nem tinha me tocado disso, mas a obstetra comentou bem descontraída como ela sempre é: "Vixi! Tá dormindo. Acorda aqui ele!" Foi aí que me toquei, mas nem deu tempo de me preocupar e ele já foi pra mesa ser limpo e abriu o berreiro. Lembro de chorar nesse momento ao som da música que pedi pro Breno pôr pra tocar na hora, "Pra Você Guardei o Amor", do Nando Reis. Ouvi ela toda com o celular do lado da minha cabeça e olhando pra ele completamente apaixonada! Fui um amor súbito e avassalador. Aquele amor mesmo que a gente não espera e brota de uma hora pra outra. Surpreendente como ele foi desde o início.
E tudo correu bem e tranquilo nas horas seguidas até chegarmos em casa e começarmos essa nova aventura. O amor só cresce e transborda a cada dia que passa e eu estou muito encantada com meu menino. Bem-vindo, filho! Te amo como nunca imaginei amar de novo.
Quando, finalmente, ela apareceu, dei o recado que a enfermeira disse, mas não se conformou e disse que não confiava "no dedo dos outros" e ia fazer ela mesmo o toque. Lá fui eu pro sofrimento de novo. Depois de um puta grito que dei, ela comprovou que realmente não tinha nada de dilatação, sentiu até uma certa piedade de mim (kkkkkkk), e me mandou pra cesárea.
Depois de tudo pronto, mais espera. Fiquei na maçã aguardando vagar uma sala pra entrar. Enquanto isso, eu gemia sem parar. Até o maqueiro que me levou sentiu pena e me desejou sorte. Foi super atencioso e eu até agradeci a delicadeza. Eduardo o nome dele. =)
Finalmente entrei, tomei a anestesia com contração e tudo, tive todo o carinho da minha médica/anja que segurou minha mão e, como sempre, passou toda a confiança do mundo. A equipe foi toda ótima, em especial os anestesistas (houve uma troca no meio da cirurgia, pois o primeiro teve que sair). E já sem dor, me permiti curtir o momento de aguardar meu novo grande amor. Estava nervosa e emocionada. Vivi tudo à flor da pele como tem que ser. Breno entrou, ficou ao meu lado conversando e logo Guilherme nasceu. Dessa vez vi mais perto e nitidamente, não sei por quê. Lembro muito bem dele saindo de mim e sem chorar. Nem tinha me tocado disso, mas a obstetra comentou bem descontraída como ela sempre é: "Vixi! Tá dormindo. Acorda aqui ele!" Foi aí que me toquei, mas nem deu tempo de me preocupar e ele já foi pra mesa ser limpo e abriu o berreiro. Lembro de chorar nesse momento ao som da música que pedi pro Breno pôr pra tocar na hora, "Pra Você Guardei o Amor", do Nando Reis. Ouvi ela toda com o celular do lado da minha cabeça e olhando pra ele completamente apaixonada! Fui um amor súbito e avassalador. Aquele amor mesmo que a gente não espera e brota de uma hora pra outra. Surpreendente como ele foi desde o início.
E tudo correu bem e tranquilo nas horas seguidas até chegarmos em casa e começarmos essa nova aventura. O amor só cresce e transborda a cada dia que passa e eu estou muito encantada com meu menino. Bem-vindo, filho! Te amo como nunca imaginei amar de novo.
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