segunda-feira, 21 de maio de 2018

Guilherme vem aí!

Então é mesmo verdade que no segundo filho a gente fica meio relapsa e até um pouco injusta pela falta de tempo e saco para fazer todas aquelas "frescurinhas" da primeira gravidez, como foto da barriga mês a mês, postar as novidades no blog etc. Mas vamos à luta tentar reverter esse quadro!

Estamos com 16 semanas e uma barriga já enorme e assustadora para a época. Guilherme foi uma surpresa pra nós em todos os sentidos. Primeiro porque ainda estávamos pesando a possibilidade de ter outro filho e a decisão de ter era, pelo menos por mim, mais racional que emocional. Uma questão de estratégia de vida mesmo. Hehehehe...

Após a notícia do positivo, meu primeiro pensamento foi na Duda. Instantaneamente, senti uma falta dela, uma vontade de abraçar, beijar, agarrar e prometer que jamais a deixaria só. Foi algo bem esquisito e, segundo muitas mães de segunda viagem, normalíssimo e também uma grande besteira. A gente realmente acha que nunca vai amar ninguém como ama o primeiro filho, que não há espaço pra mais ninguém e que a ideia de se dividir em mais uma criação configura o abandono da primeira. Foi tudo muito estranho, novo, louco e confuso. Demorou semanas pra ficha cair (talvez também por isso demorei a aparecer por aqui). Não ia, de jeito maneira, escrever sobre algo ainda não consolidado no meu coração e na minha vida em geral.

Por um bom tempo eu passava 70% do meu tempo sem nem sequer lembrar que estava grávida. Mesmo com os enjoos das primeiras 10 semanas (sim, dessa vez só duraram isso! Obrigada, Deus!), o sono (uma novidade) e a barriga já despontando loucamente. Mas fui me trabalhando, pensando, idealizando e planejando. Sem pressa nem pressão. E a realidade vai tomando conta aos poucos. Até porque sou muito prática e já estava na missão de iniciar os preparativos (leia-se quarto, enxoval, chá de fraldas, parto etc.)

A questão de ser um menino foi outra coisa que precisei absorver junto com a própria aceitação da gravidez. Tudo junto e de uma vez. Nunca me imaginei mãe de menino. É um mundo que nunca me atraiu de forma alguma. Fora todas as complexidades que imagino enfrentar para criá-lo sem que ele seja contaminado pelo machismo que a sociedade vai impor e que, obviamente, é bem mais atraente e fácil de incorporar. O mundo masculino, exatamente por ser machista, sempre me causou repulsa. E isso é algo que estou encarando como um desafio e também um presente por ter a chance de fazer diferente.

A escolha do nome é um capítulo a parte. Gosto de pouquíssimas opções de nomes de homem (olha a repulsa aí!). Mas Guilherme sempre foi uma das minhas alternativas que pensei caso tivesse um menino, junto com Gabriel. Porém, de um tempo pra cá, muitos "Gabriéis" surgiram ao meu redor e o nome foi ficando de lado. Agora com essa surpresa, veio a oportunidade de retomar a opção de Guilherme. Quando descobrimos a gravidez, Breno logo disse que se fosse menino ele escolheria porque, claro que se fosse menina eu já tinha o nome: Luiza. A sorte é que nem ele gostava de muitos nomes e Guilherme era um dos que o agradava. Outra opção de última hora quando soubemos o sexo era Gustavo. Mas tínhamos algumas ressalvas e ele concordou com Guilherme. Adorei, né!

Enfim, assim começou mais uma jornada para encarar essa nova cegonha. Em breve, fotos da barriga e do crescimento do meu último bucho. Sim, pararemos por aqui. A ideia sempre é qualidade e nunca quantidade. =)

P.S: A reação da Duda tem sido a melhor possível. Mas temos plena consciência de que na hora da verdade, tudo pode mudar. Já estamos trabalhando nisso e colocando-a para se envolver e se sentir parte de tudo sem a sensação de que perderá nada por causa do irmão.

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