segunda-feira, 22 de outubro de 2018

38 semanas e esperando a hora!

Filho, estamos na reta final e acabei não cumprindo quase nada do que prometi, de escrever mais aqui, acompanhar o crescimento da barriga, entre outras coisas. Realmente segundo filho é diferente como as pessoas tanto dizem. Mas isso não significa menos amor. Jamais! Só quer dizer que você chegou num momento da vida em que estamos muito mais distraídos com outras coisas e que sua irmã ainda demanda muita atenção e um certo trabalho de nós.

Aqui, Gui, optamos por uma criação próxima, real, familiar e com o mínimo de intervenção de terceiros. Escolhemos não ter babá, mas colocá-los na escola mais cedo e ter uma rede de apoio composta pela nossa própria família, como suas avós e tios. Aqui, nós mesmos colocamos a mão na massa, pois acreditamos que por mais cansativo que seja, nada substitui esse vínculo que teremos pra sempre e que já é construído desde o momento que você nasce. É óbvio que esse tipo de criação também tem seus ônus. Muitas vezes ficamos no limite do cansaço e da falta de paciência e acabamos abrindo mão de momentos de respiro e certos luxos. Mas acredite: já temos total certeza que vale a pena. Sua irmã, a forma como ela se comporta e se destaca na frente de outras crianças já mostra que tudo isso compensa. 

Falando agora na parte prática, esse último mês tem sido bem cansativo. Você está bem baixinho na barriga da mamãe, causando um peso bem incômodo. Agora então, com 38 semanas, andar e ficar muito tempo em pé são péssimas ideias. E sem falar do quanto você se mexe! Meu deus! Tem hora que nem eu acredito como é possível!

A azia continua e estou super inchada. Olhando, aparentemente, não dá pra perceber. Mas os sapatos estão apertados e ontem tive que tirar minha aliança com muito sufoco. A boa notícia é que engordei só 10kg até agora. E creio que não vai dar tempo de engordar muito mais.

Sua irmã segue maravilhosa com tudo isso, já brincando com você na barriga, apertando, abraçando, beijando e conversando muito. Com certeza você já deve conhecer a vozinha dela!

Enfim, filho, já está tudo pronto só te esperando. Seu quarto está a coisa mais linda! Modéstia a parte, a mamãe aqui caprichou nas escolhas! Já pode vir, meu amor!

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

4 anos

Filha, mais um ano se completa com você na minha vida. É impossível não lembrar de todos os anos que passei sonhando com você, sua carinha, seu jeitinho e como seria quando você estivesse nos meus braços. Lembro também, você ainda com dias, de te olhar e pensar "Meus Deus, é ela! Ela está aqui de verdade e é minha mesmo!", e logo depois chorar leve e feliz.

Nos seus 4 anos, eu só quero te agradecer por ser essa criança fora da curva de tão maravilhosa. Por absorver com tanta eficiência todo o amor e ensinamentos que eu e seu pai te damos todos os dias. Não é tão simples duas cabeças diferentes pensarem igual para transmitir o melhor para outra. Mas a cada dia eu tenho mais certeza do quanto tem dado certo e o quanto todo o esforço tem valido a pena.

Você é incrivelmente inteligente e esperta. Atenta a tudo, sempre reflete o melhor de nós. Sabe conversar já como uma menina grande e lúcida, tem questionamentos super plausíveis e pertinentes. A psicóloga da escola até comentou que você está antecipando a fase de perguntar coisas abstratas, como a existência de Deus e sobre a morte. E é lindo poder te fazer pensar sempre mais, te ensinar a refletir por si só e tirar suas próprias conclusões. Porque, filha, não tem um segundo sequer que eu não esqueça que você é um indivíduo único e de pensamento independente. Não quero, jamais, te criar à minha imagem e semelhança. Quero apenas te ensinar a amar e ser uma pessoa justa e capaz de conquistar tudo o que desejar de coração.

Amo conversar com você antes de te colocar pra dormir e principalmente ouvir o que você tem a dizer, que sempre me deixa positivamente surpresa! Agora, então, com a chegada do seu irmão, você conseguiu ser ainda mais maravilhosa. Não demonstrou nenhum problema, ciúme ou bloqueio. Soube amadurecer, se preparar e, acima de tudo, amá-lo! Estou agora me preparando para quando ele estiver aqui de fato, pois sei que não vai ser tão fácil. E eu já quero que você saiba que vou fazer de tudo para que você sinta essa mudança o mínimo possível. Mas se sentir, meu amor vai continuar aqui para te ajudar a superar e tirar de letra, como você sempre fez em todas as mudanças de etapas da sua vida.

Você também me faz sentir tão orgulhosa de mim mesma, sabe? Porque é te vendo que sinto como tenho acertado. Quando vejo você com outras crianças, por exemplo, fico tão feliz pela forma como você se destaca e se comporta.... Quando te peço algo e você logo compreende e até responde de um jeito tão consciente, sou só orgulho e gratidão. Até mesmo quando você se frustra e chora, mas balança a cabecinha dizendo "Tá certo, mamãe!" Sei que no fundo você sabe que sabemos o que é melhor e estamos cuidando de você.

É tanta coisa pra falar que nem cabe aqui. Mas preciso deixar registrado, por mais um ano, o quanto eu tenho sorte de ter sonhado exatamente com essa menina incrível que eu tenho hoje. E pode crescer, meu amor! Cresça, abrace o mundo, descubra tudo e seja muito feliz! Vou continuar aqui contribuindo, assistindo e aplaudindo de pé.

Te amo!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

25 semanas e meia de amor

Oi, filho! Alguns meses já se passaram desde o susto que você me deu. Foram dias e dias pensando, refletindo, digerindo e absorvendo sua chegada. Hoje eu posso dizer que já não vejo a hora de olhar pra você e começar nossa jornada juntos. A mamãe é assim mesmo. Já vai se preparando! Gosta de tudo bem planejado e organizado. Mas também sabe que a vida prega peças e nem tudo está sob o meu controle.

Hoje você está grandão e mexe muuuuuuito! Até mais que sua irmã quando estava na barriga. Isso só mostra a sua saúde, disposição e vontade de vir pra esse mundo doido, independente de qualquer coisa. Já estou preparada pra tudo o que você vai me ensinar, todas as barreiras que você vai me fazer quebrar e todos os desafios que você vai me fazer querer vencer.

A Duda ainda me demanda muita atenção, apesar de não dar mais quase nada de trabalho. Mas sabe... a mamãe gosta de fazer tudo bem feito e de estar sempre acompanhando tudo da vida dela. Talvez por isso, algumas coisas na sua espera estejam diferentes da espera dela. Esse próprio blog não está sendo tão atualizado como deveria, mas eu te garanto que cada momento tem sido vivido intensamente e com muita felicidade. Novamente, estou tendo a sorte de ter uma gravidez saudável e tranquila e nós temos que ser gratos por isso.

Não sei se você escuta, mas sua irmã fala muito com você. Ela até já brinca de te dar banho e te arrumar pra sair. Ela vai ser uma irmãzona, Gui! E também não vê a hora de te pôr no colo. Vai ser uma graça!

Hoje estamos com 25 semanas e meia. Já passamos da metade do caminho e vamos iniciar a arrumação do seu quarto. Olha, você não faz ideia do sufoco que foi pra tirar tudo que tinha lá para você. Ainda bem que conseguimos e vai ser por uma ótima causa.

LISTANDO AS DIFERENÇAS
Muita gente me pergunta sobre as diferenças entre as duas gestações. Até agora, tudo está muito parecido, salvo algumas exceções:

- Duda: enjoei até 16 semanas.
- Guilherme: enjoei até a 10a semana
- Duda: Azia apenas no sétimo e oitavo mês
- Guilherme: Azia já desde as 16 semanas
- Duda: mão no queixo nas US
- Guilherme: mão na boca nas US

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Guilherme vem aí!

Então é mesmo verdade que no segundo filho a gente fica meio relapsa e até um pouco injusta pela falta de tempo e saco para fazer todas aquelas "frescurinhas" da primeira gravidez, como foto da barriga mês a mês, postar as novidades no blog etc. Mas vamos à luta tentar reverter esse quadro!

Estamos com 16 semanas e uma barriga já enorme e assustadora para a época. Guilherme foi uma surpresa pra nós em todos os sentidos. Primeiro porque ainda estávamos pesando a possibilidade de ter outro filho e a decisão de ter era, pelo menos por mim, mais racional que emocional. Uma questão de estratégia de vida mesmo. Hehehehe...

Após a notícia do positivo, meu primeiro pensamento foi na Duda. Instantaneamente, senti uma falta dela, uma vontade de abraçar, beijar, agarrar e prometer que jamais a deixaria só. Foi algo bem esquisito e, segundo muitas mães de segunda viagem, normalíssimo e também uma grande besteira. A gente realmente acha que nunca vai amar ninguém como ama o primeiro filho, que não há espaço pra mais ninguém e que a ideia de se dividir em mais uma criação configura o abandono da primeira. Foi tudo muito estranho, novo, louco e confuso. Demorou semanas pra ficha cair (talvez também por isso demorei a aparecer por aqui). Não ia, de jeito maneira, escrever sobre algo ainda não consolidado no meu coração e na minha vida em geral.

Por um bom tempo eu passava 70% do meu tempo sem nem sequer lembrar que estava grávida. Mesmo com os enjoos das primeiras 10 semanas (sim, dessa vez só duraram isso! Obrigada, Deus!), o sono (uma novidade) e a barriga já despontando loucamente. Mas fui me trabalhando, pensando, idealizando e planejando. Sem pressa nem pressão. E a realidade vai tomando conta aos poucos. Até porque sou muito prática e já estava na missão de iniciar os preparativos (leia-se quarto, enxoval, chá de fraldas, parto etc.)

A questão de ser um menino foi outra coisa que precisei absorver junto com a própria aceitação da gravidez. Tudo junto e de uma vez. Nunca me imaginei mãe de menino. É um mundo que nunca me atraiu de forma alguma. Fora todas as complexidades que imagino enfrentar para criá-lo sem que ele seja contaminado pelo machismo que a sociedade vai impor e que, obviamente, é bem mais atraente e fácil de incorporar. O mundo masculino, exatamente por ser machista, sempre me causou repulsa. E isso é algo que estou encarando como um desafio e também um presente por ter a chance de fazer diferente.

A escolha do nome é um capítulo a parte. Gosto de pouquíssimas opções de nomes de homem (olha a repulsa aí!). Mas Guilherme sempre foi uma das minhas alternativas que pensei caso tivesse um menino, junto com Gabriel. Porém, de um tempo pra cá, muitos "Gabriéis" surgiram ao meu redor e o nome foi ficando de lado. Agora com essa surpresa, veio a oportunidade de retomar a opção de Guilherme. Quando descobrimos a gravidez, Breno logo disse que se fosse menino ele escolheria porque, claro que se fosse menina eu já tinha o nome: Luiza. A sorte é que nem ele gostava de muitos nomes e Guilherme era um dos que o agradava. Outra opção de última hora quando soubemos o sexo era Gustavo. Mas tínhamos algumas ressalvas e ele concordou com Guilherme. Adorei, né!

Enfim, assim começou mais uma jornada para encarar essa nova cegonha. Em breve, fotos da barriga e do crescimento do meu último bucho. Sim, pararemos por aqui. A ideia sempre é qualidade e nunca quantidade. =)

P.S: A reação da Duda tem sido a melhor possível. Mas temos plena consciência de que na hora da verdade, tudo pode mudar. Já estamos trabalhando nisso e colocando-a para se envolver e se sentir parte de tudo sem a sensação de que perderá nada por causa do irmão.