Então é mesmo verdade que no segundo filho a gente fica meio
relapsa e até um pouco injusta pela falta de tempo e saco para fazer todas aquelas
"frescurinhas" da primeira gravidez, como foto da barriga mês a mês,
postar as novidades no blog etc. Mas vamos à luta tentar reverter
esse quadro!
Estamos com 16 semanas e uma barriga já enorme e assustadora
para a época. Guilherme foi uma surpresa pra nós em todos os sentidos.
Primeiro porque ainda estávamos pesando a possibilidade de ter outro filho e a
decisão de ter era, pelo menos por mim, mais racional que emocional. Uma
questão de estratégia de vida mesmo. Hehehehe...
Após a notícia do positivo, meu primeiro pensamento foi na Duda. Instantaneamente, senti uma falta dela, uma vontade de
abraçar, beijar, agarrar e prometer que jamais a deixaria só. Foi algo bem
esquisito e, segundo muitas mães de segunda viagem, normalíssimo e
também uma grande besteira. A gente realmente acha que nunca vai amar ninguém
como ama o primeiro filho, que não há espaço pra mais ninguém e que a ideia de
se dividir em mais uma criação configura o abandono da primeira. Foi tudo muito
estranho, novo, louco e confuso. Demorou semanas pra ficha cair (talvez também
por isso demorei a aparecer por aqui). Não ia, de jeito maneira, escrever sobre
algo ainda não consolidado no meu coração e na minha vida em geral.
Por um bom tempo eu passava 70% do meu tempo sem nem sequer lembrar
que estava grávida. Mesmo com os enjoos das primeiras 10 semanas (sim, dessa
vez só duraram isso! Obrigada, Deus!), o sono (uma novidade) e a barriga já
despontando loucamente. Mas fui me trabalhando, pensando, idealizando e
planejando. Sem pressa nem pressão. E a realidade vai tomando conta aos poucos.
Até porque sou muito prática e já estava na missão de iniciar os preparativos
(leia-se quarto, enxoval, chá de fraldas, parto etc.)
A questão de ser um menino foi outra coisa que precisei
absorver junto com a própria aceitação da gravidez. Tudo junto e de uma vez. Nunca
me imaginei mãe de menino. É um mundo que nunca me atraiu de forma alguma. Fora
todas as complexidades que imagino enfrentar para criá-lo sem que ele seja
contaminado pelo machismo que a sociedade vai impor e que, obviamente, é bem
mais atraente e fácil de incorporar. O mundo masculino, exatamente por ser machista,
sempre me causou repulsa. E isso é algo que estou encarando como um desafio e
também um presente por ter a chance de fazer diferente.
A escolha do nome é um capítulo a parte. Gosto de pouquíssimas
opções de nomes de homem (olha a repulsa aí!). Mas Guilherme sempre foi uma das
minhas alternativas que pensei caso tivesse um menino, junto com Gabriel.
Porém, de um tempo pra cá, muitos "Gabriéis" surgiram ao meu redor e
o nome foi ficando de lado. Agora com essa surpresa, veio a oportunidade de
retomar a opção de Guilherme. Quando descobrimos a gravidez, Breno logo disse que se fosse
menino ele escolheria porque, claro que se fosse menina eu já tinha o nome:
Luiza. A sorte é que nem ele gostava de muitos nomes e Guilherme era um dos que
o agradava. Outra opção de última hora quando soubemos o sexo era Gustavo. Mas
tínhamos algumas ressalvas e ele concordou com Guilherme. Adorei, né!
Enfim, assim começou mais uma jornada para encarar essa nova
cegonha. Em breve, fotos da barriga e do crescimento do meu último bucho. Sim, pararemos
por aqui. A ideia sempre é qualidade e nunca quantidade. =)
P.S: A reação da Duda tem sido a melhor possível. Mas temos
plena consciência de que na hora da verdade, tudo pode mudar. Já estamos
trabalhando nisso e colocando-a para se envolver e se sentir parte de tudo sem
a sensação de que perderá nada por causa do irmão.