terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Foi dada a largada! (5 semanas)

Hoje faz uma semana que descobri que minha vida irá mudar completamente e para sempre. Não tem mais volta e eu nem quero também. Estou vivendo um momento que sonhei desde que me entendo por gente. Meu sonho de menina nunca foi casar, entrar de véu e grinalda na igreja com um príncipe encantado me esperando no altar. Meu sonho nunca foi ser rica, uma executiva bem sucedida que viaja o mundo, é independente e não precisa de nada para, quando bem entender, sair por aí atravessando as fronteiras mais improváveis. Meu maior sonho sempre foi muito simples: ser mãe. Quando brincava de casinha com as amigas da rua, eu não era a dona de casa, a esposa ou a criança. Eu era a grávida. Tinha um vestidinho solto, branco com flores cinzas que usava com uma almofada imitando um barrigão. Era isso que queria. Só isso e ver alguém nascendo de mim e sendo feliz.

E eu queria, sim, um filho meu, nascido do meu útero, feito com amor e esperado por nove longos meses. Egoísmo? É provável. Esse sempre foi um dos meus principais defeitos. Mas também tenho uma série de teorias que não me cabe explicar aqui, até porque cada um tem as suas e se tem uma coisa que eu aprendi na vida foi a respeitar e a calar diante das divergências. Mas também exijo que se faça o mesmo comigo.

Esse momento demorou mais do que eu esperava. A exemplo dos meus pais, eu queria ser uma mãe nova. Meu prazo máximo, inicialmente, era ser mãe aos 25 anos. Mas eu sou de uma geração que precisa correr mais atrás da estabilidade financeira, que custa mais a encontrar alguém bacana para ajudar a constituir uma família, que tem que estudar e se especializar mais antes de dar esse passo tão importante. O prazo seguinte, então, eram os 30 anos, idade a qual eu senti uma felicidade imensa por chegar, pois cheguei realizada, plena, saudável, feliz e completa. Opa! Quase completa! Faltava só ser mãe e, por isso, três meses antes de virar balzaquiana, resolvi começar as tentativas. No início, mesmo com o consentimento do Breno, a vontade ainda era muito minha, porém, logo ele comprou a briga e comecei a sentir a parceria dele rumo a esse sonho.

Mais uma vez, demorou mais do que eu esperava, mas veio numa hora muito bacana, no comecinho do ano, quando ainda estamos contaminados pelo sentimento de renovação e recomeço. O réveillon foi um tanto quanto profético. Tão bom, animado, divertido, alegre... Parece que já previa mesmo um ano especial.

E no dia 14/01/14, a boa nova chegou. Já estava sentindo alguns sinais umas duas semanas antes, mas não queria me iludir e aguardar o veredicto. Na primeira suspeita concreta, no segundo dia de atraso, corri pra tirar logo a prova dos nove. Teste de farmácia: positivo logo de cara. A ficha não caiu direito. Corri pra fazer o exame de sangue e algumas horas depois, estava lá o meu sonho começando a se tornar real. Não tinha mais jeito. Chegou a hora!

Papai devidamente avisado com todas as surpresas que ele merece. A reação dele foi que me fez acreditar mais. Ele foi só sorrisos, gritos e gargalhadas. Nas horas que se seguiram a esse momento, fui me pegando mais apaixonada por ele. Talvez porque ele parecia mais feliz que eu. Talvez porque ele tinha me ajudado a realizar meu maior sonho. Talvez por já ver naquele homem um pai maravilhoso. Não sei exatamente o motivo, mas eu estava amando mais.

A ficha ainda está caindo aos poucos. As pessoas ainda me parecem mais felizes que a futura mamãe aqui, mas isso é bom. Como quando casei, quero viver os próximos meses com o pé no chão e a praticidade que me são peculiares. Nada de ansiedade ou nervosismo. Confesso que a empolgação demasiada das pessoas já está me dando um pouco de abuso. Tem horas que enche o saco. Mas já aproveito para começar logo a exercitar minha paciência.

O sexo do bebê? Isso ainda não está me consumindo. Nem o primeiro ultrassom eu fiz ainda. Vamos com calma. Por partes. A hora agora é de se acostumar com a notícia e derrubar logo essa ficha. Um dia de cada vez.

3 comentários:

Unknown disse...

Adorei...eu também estou grávida e hoje estou fazendo 14 semanas... fiz 30 anos no dia 09/12 e descobrir que estava grávida com teste de farmácia no dia 11/01/2014 e fiz por muita insistência de uma amiga que me fez comprar, que acabou dando positivo, fiquei sem ação e não acreditava, tinha o sonho de ser mãe e me identifiquei com sua história, na realidade a vontade mesmo veio depois dos 25 anos mas nunca tinha engravidado porque tinha um problema de micro policísticos, não tinha a pretensão de encontrar o principe encantado casar eu também não pensava nisso, eu escolhe ser mãe e esse era um sonho que aos poucos estava deixando de acredita... confesso que realmente procurava um homem que pelo menos fosse assumir a paternidade, mas nunca tive sorte pra relacionamento, de vez em quando ficava sem tomar comprimidos um mês mais ou menos até porque eu mudava de marca, mas esperava a vontade de DEUS mas não acontecia e assim fui perdendo a esperança, tava me sentindo seca e não me sentia mulher suficiente minha auto estima que ja não andava boa, ia ficando pior. Quando derrepente em uma dessas parada de um mes dos comprimidos... aconteceu. DEUS resolveu me escolher e me abencoar com maior dádiva dele.

Manu Barroso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manu Barroso disse...

oi, Andrea! imagino como deve ser difícil, mas agora vc tem algo muito superior a tudo isso e um motivo de muita alegria, já que era seu sonho. que tudo corra bem na sua gravidez e que seu filhote chegue cheio de saúde!! beijos!