domingo, 25 de outubro de 2020

Gui 2 anos


Meu bebezão já tem 2 anos. Foram dois anos de muitas mudanças e adaptações, tentando entender e dar conta da realidade de se ter dois filhos. Uma logística bem diferente, um reforço emocional inquestionável e também uma sensação constante de completude.

Hoje, Gui, você já é um menininho que, por inúmeras razões, eu ainda trato como um neném. Primeiro porque você ainda demanda muitos cuidados e atenção redobrada. Ainda me pego te comparando com a Duda, mas tento evitar, pois você é único e tem um encantamento todo especial. E segundo porque eu não terei outro bebê, então quero aproveitar muito!

Nos últimos meses, apesar da quarentena, vimos muitos avanços no seu desenvolvimento e cada novidade é uma grande vitória pra nós. Cada nova palavra dita, cada vez que você compreende o que falamos, cada nova forma de se comunicar e deixar claro o que pensa e sente.. tudo isso é sempre uma alegria de vivenciar.

Sua paixão pelos carrinhos e caminhões, seu sorriso com os olhinhos, sua gargalhada com as besteiras que a gente inventa só pra te fazer rir, as maluquices que você apronta, as músicas que você cantarola, seu jeito de não ligar para o que a gente fala e seus abraços espontâneos e inesperados... São tantas peculiaridades suas que preenchem nossa vida todos os dias!

Você é a criança mais carinhosa, simpática e dengosa que eu já vi! Uma das melhores sensações do mundo é te ter nos braços, sentir seu cheirinho ainda de bebê, sua cabeça deitada no meu peito enquanto mexe as mãozinhas inquietas que seguram o paninho.

Filho, eu amo até a sua energia e inquietude! Até a carreira que você dá na gente em locais públicos! Tudo isso tem me ensinado muito - e me estressado também, claro! - sobre paciência, tempo e empatia. Você nos testa o tempo e nos surpreende também.

Na volta às aulas, fiquei extremamente feliz com sua rápida adaptação e tem sido lindo ver o quanto você gosta de estar na escola. Você logo aprendeu os nomes dos colegas e das tias e é muito querido por todos.

Por motivos óbvios, não pudemos fazer muita coisa no seu aniversário, mas fizemos um bolinho em casa com o tema do seu personagem favorito no momento (Léo o Caminhão) e batemos seus parabéns só com os tios e avós. Você ficou tão feliz e eufórico! A cada presente ganho e a cada sopro dos vários que você deu na vela, o seu rosto se iluminava de tanta felicidade. E o meu então, nem se fala!

Às vezes me pergunto se estou sendo a mãe que você merece, mas aí eu chego em casa cansada do trabalho e, assim que eu abro a porta, você grita "Mamãe!" e vem correndo me abraçar, e tudo de ruim passa na mesma hora.

Eu e seu pai dizemos muito a frase "ô menino doido", porque você é muito maluquinho, tem umas marmotas muito engraçadas, tipo querer dar cambalhota no sofá, assistir TV com a fralda de pano na cara, se jogar pra trás e em cima da gente, andar se rebolando e dançar cheio de malemolência! Sem contar nas reações inesperadas para coisas do dia a dia e que nos matam de rir!

Meu menino maluquinho, é muito bom te ter! Eu só desejo que você cresça cheio de saúde, num lar feliz e de muito amor, e seja um cara que todo mundo quer por perto de tão gente boa que é.

Te amo demais, meu amor! Feliz 2 anos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Duda faz 6!


E lá se vão seis anos da sua vida, filha. Seis anos que você veio para os meus braços depois de tantos outros nos meus sonhos. Você já não é mais uma bebê, é uma menina crescida, inteligente, sensível, autêntica e muito linda.

A cada dia que passa, acho sua personalidade mais parecida com a minha. Não sei se é genética ou pura convivência e trocas diárias, mas tem sido muito interessante e desafiador perceber isso. Ao mesmo tempo que você é tímida e insegura na relação com pessoas mais distantes, é amorosa e espontânea com sua família e amigos, bem como eu.

Seu lado artístico segue pulsando e se desenvolvendo. Neste aniversário, em especial, você ganhou uma bateria e uma guitarra. Continua amando dançar e cantar, contar e ler histórias. E a leitura, filha, tem aqui um capítulo à parte. Nos últimos meses, temos vivido uma fase difícil com a pandemia e passamos muito tempo em casa de quarentena. Mas conseguimos fazer uma limonada desse limão azedo e, mesmo sem ir à escola por seis meses, você foi lindamente alfabetizada. E modéstia à parte, fiquei muito orgulhosa de nós duas, pois sei que tive grande culpa nisso.

Ao mesmo tempo em que nos virávamos entre a rotina de home school, home office, confinamento, medos, dúvidas e nervos à flor da pele, você sentia tudo ao redor de forma mais lúcida e reagiu do jeito que seus quase seis anos de vida lhe permitiram. Não foi fácil. Tivemos dias bons em que a rotina fluiu e o dever foi cumprido com louvor, porém, tivemos outros em que perdemos a cabeça, deixamos nossas frustrações extrapolarem e acabamos nos magoando.

E, filha, se tem uma coisa que eu me prometi há muito tempo, desde antes de você nascer, é que eu saberia lhe pedir perdão sempre que necessário, principalmente, naquelas horas em que eu, a adulta da relação, agisse mais como uma menina birrenta, mimada e imatura. Porque eu erro sim, e muito, e você precisa ver que eu sou tão humana quanto você e que não tem nada demais assumir nossos erros e exageros emocionais. Saber isso vai evitar muitas dores e impedir que machuquemos outras pessoas também, acredite.

Tem sido um dia de cada vez. Às vezes você me desafia e me testa muito, pois está aprendendo a viver e eu preciso ensiná-la. Mas eu também estou aprendendo e, nesse caminho, seguirei escorregando até encontrar um equilíbrio saudável para nós duas seguirmos em frente e felizes.

No meu último aniversário, do nada, você fez uma declaração linda e emocionada pra mim em um momento só nosso. Parecia que você sentiu todo o amor do mundo de uma só vez e ele te saltou aos olhos, à boca e te fez até chorar "de alegria", como você mesma disse. Acho incrível como você já reconhece muitos dos seus sentimentos e se entrega a eles sem medo nem vergonha. É maravilhoso saber, dessa forma forte e tão sua, o quanto você me ama e tem consciência desse amor.

E como eu te falei nesse mesmo dia e que fez você se emocionar ainda mais, eu já te amava muito antes de você nascer. Você sempre foi o meu lindo sonho de vida e eu sou a mulher mais feliz do mundo por tê-lo realizado. Perdoa a mamãe quando ela perde a paciência, tá? Lembra sempre que mesmo nessas horas, eu te amo infinito!

Feliz 6 anos, meu amor! Saúde e mil anos de vida pra você!

Mamãe