quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Gui faz 1!

Um ano já se passou do dia em que te vi chegando caladinho, quietinho e risonho enquanto eu chorava litros ao te receber, como se o amor tivesse transbordado de uma vez dentro de mim. Parecia que eu entrava em ebulição. O coração disparou no mesmo ritmo em que dispara quando a gente se apaixona perdidamente. Era você, filho. A maior, melhor e mais louca surpresa da minha vida. Uma surpresa necessária, um amor destinado a existir não importa o que eu quisesse. Era você que faltava para sacodir minhas estruturas, abrir meus olhos, colocar meus pés no chão e me fazer ver a vida, mais uma vez, de outro ângulo.

Precisei de alguns meses para digerir sua vinda, mas não foi preciso nenhum segundo para amar sua chegada. E não demorou quase nada para você provar que sua existência é um reboliço gostoso de viver.

Foi um ano árduo, Gui. Difícil, cansativo, exaustivo eu diria. Mas me ensinou tanto. E não para, um minuto, de me apresentar mil coisas novas e um milhão de possibilidades. Você, sem dúvida, é um furacão, um terremoto no melhor sentido. Você é movimento, é música, é grito, é simpatia, é diversão.

Você me tirou o sono, me derrubou da cama, balançou meu esqueleto e sacodiu a poeira da preguiça. Com você não dá tempo de pensar, planejar ou hesitar. É bola pra frente, é correria, é atitude, é energia!

Tentei fazer com você tudo melhor do que fiz com sua irmã. Algumas coisas consegui e outras cheguei perto. Mas muitas foram novidades que só você poderia trazer e me ensinar. Uma delas é que não existe fórmula, pois cada ser é mesmo único. E o que dá certo com um, nem sempre dá com outro.

Eu já queria poder descrever aqui sua personalidade, mas ela ainda está se formando. O que já posso adiantar é que sua energia de vida é um combustível para toda a nossa família e tem sido maluco acompanhar (ou tentar) tudo. Mas como dizem por aí: é saúde! E graças a Deus, você tem de sobra!

E essa energia e saúde têm me desafiado a respirar mais fundo do que nunca. Foram muitas as ocasiões em que perdi as estribeiras. Por falta de sono, dor nas costas ou mesmo impaciência, às vezes não fui a mãe que eu planejei ser pra você. Eu queria me sentir mais bem preparada, mais madura e leve. Afinal, como dizem, "é o segundo filho!" Mas nada é tão simples.

Diferente da Duda, que teimava em não comer, você "decidiu" não dormir e não gostar de ficar preso em cadeirinhas, berços, bebês conforto e carrinhos. Você teima em explorar tudo, se movimentar, engatinhar, ir pro chão... E para "animar" ainda mais, tem uma garganta potente e grita como eu nunca vi um bebê gritar! Mas também ama um colinho, um denguinho e umas "cosquinhas". Você ri muito fácil, olha no olho, faz carinha de sono e nina a si mesmo pra dormir.

Filho, pensar em você me dá uma sensação que eu nunca havia experimentado: a sensação de completude. Olho pra você e penso: "não me falta mais nada". E isso, carinha, não tem nada melhor!

Obrigada por ter vindo! Você é tudo o que nunca imaginei querer e que hoje eu quero mais do que tudo!

Feliz aniversário! Te amo do tamanho do infinito!