quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Duda chegou!

E na madrugada do dia 23/09 pro dia 24/09, mais precisamente às 4h30min da manhã, eu comecei a sentir cólicas fortes. Era uma dor diferente das outras que eu vinha sentindo, mas a priori não pensei que fosse algo sério. Até que elas começaram a se repetir e eu comecei a cronometrar. Estavam de cinco em cinco minutos. Chamei o Breno e decidi observar mais um pouco com ele me ajudando a segurar as pontas e a contar o tempo. Continuavam se repetindo. Com meia hora nessa história, pedi pra ele ligar pra médica. Eram umas 05h20min eu acho. Ela disse que ainda ia demorar e que ele me levasse ao consultório às 08h para me examinar. Bateu um desespero. Será que eu aguento? Por enquanto ainda dava. Mas foram ficando mais fortes. Bem mais fortes. Breno ligou de novo dizendo que eu não estava mais aguentando e certamente ela ouviu meus gemidos. Finalmente nos autorizou a ir para o hospital e me internar.

Foi uma correria, mas como estava tudo pronto, foi só mesmo para trocar de roupa, pegar as coisas, organizá-las e ir. Antes o Breno ligou pra minha mãe avisando que estávamos saindo e que a Bonita ia nascer. Ainda bem que moramos perto da Gastroclínica e ainda era cedo. Uma seis e pouco da manhã e não tinha trânsito na rua. Mesmo com dores, eu ainda andava normalmente. Enquanto esperava autorizarem minha internação, fiquei sentada na recepção gemendo. Minha mãe e minha irmã chegaram rapidinho pra ser mais um apoio e mais gente pra eu apertar na hora da dor, que nesse momento já estava maior e em intervalos de três minutos. Soube que a médica já estava lá, o que me deu um alívio danado, pois era sinal de que tudo passaria logo.

Internação OK, fomos pro quarto. Eu já na cadeira de rodas. Coloquei a batinha e a médica veio me examinar. Só tinha 1cm de dilatação. Ela logo perguntou: "Aguenta não, né?" Não! Então lá foi ela preparar a sala de cirurgia. Depois de um tempo que parecia uma eternidade e com as contrações já a cada dois minutos e durando 30 segundos cada, fui andando pra sala. A médica mesmo veio me buscar e me encorajou a ir caminhando, pois as macas estavam demorando. Breno também me acompanhou até onde deu e ficou no meio pra trocar de roupa.

Ao chegar à sala de cirurgia, todos os profissionais me receberam muito bem. Passaram pra mim uma tranquilidade e uma segurança que a única coisa que me deixou nervosa foram as contrações que já estavam prestes a acabar. Desde as enfermeiras, passando pela pediatra, até o anestesista, foram todos maravilhosos. A anestesia foi muito tranquila, sem dor e sem estresse. Logo logo eu estava em paz só esperando minha filha aparecer. E tudo correu do jeito que eu queria e melhor do que eu imaginava. Claro que desconfortos acontecem, mas tudo era melhor do que aquelas dores, que segundo minha médica, ainda demorariam umas 10 horas. Não, obrigada.

Breno entrou na sala e ficou ao meu lado. Na hora em que a Duda ia nascer, a doutora perguntou: "Quem vai tirar a foto? Já pode vir!" Escutei um chorinho rápido e de longe. Depois começaram a empurrar minha barriga. Até o anestesista entrou nessa pra ajudar. E aí eu escutei o choro maior e tiraram o pano da minha frente pra eu vê-la. Muito bom! E foi ainda melhor ouvindo a risada nervosa com choro do Breno. Foi lindo, minha gente. Não é porque foi uma cesárea que deixou de ser lindo ou eu me sinto menos mãe por isso. Na verdade, nada nesse mundo me impede de me sentir mãe agora. Porque é isso que eu sou. O maior sonho da minha vida se realizou e eu não preciso de mais nada.

Maria Eduarda nasceu às 7h50. Em três horas minha vida foi mudando aos poucos, mesmo com dores, nervosismo, correria, ansiedade... Mas grandes acontecimentos são assim e é assim que têm que ser.

Na minha última consulta com a obstetra, no dia 17 (exatamente uma semana antes), eu fui decidida, junto com o Breno, a dar um prazo máximo, pois não estava aguentando mais o peso, o cansaço e as dores. Eu queria muito que ela nascesse no dia que quisesse e queria entrar em trabalho de parto para ver como é, mas... Combinamos de sair de lá com a cesárea marcada se ela não nascesse logo. A data inicial era dia 23/09, mas a médica disse que dia de terça ela não tinha anestesista disponível. Poderíamos marcar pro dia 22/09, 24/09 ou 25/09. Decidi aguentar mais um pouco e marcamos pro dia 25. Porém, entretanto, todavia... Duda veio mesmo no dia dela e tudo deu certo. Ainda nasceu no dia do aniversário de uma tia muuuuuito querida! Uma das poucas pessoas que eu sabia que se sentiria realmente feliz e homenageada caso isso acontecesse. E ela foi pro hospital nos visitar e ficou mesmo super contente.

Agora os dias estão mais animados, a casa mais cheia, o coração completo e a vida plena. Só tenho que agradecer. Só. Agradecer, agradecer e agradecer. Duda veio cheia de saúde, de vida e de amor. A danada nasceu com 3,780 kg e 51 cm de pura fofura e beleza. Dizem que é a minha cara e é mesmo. Igualzinha à mim quando bebê. Depois mostro fotos.

Eu e Breno já agradecemos muito por tudo e já fomos tomados por aquele sentimento que tanto falam por aí. Aquele que, apesar da canseira, das dificuldades e dos medos, a gente só vê motivos pra agradecer. Acho que se chama AMOR.