segunda-feira, 14 de abril de 2014

4 meses

Hoje é dia de atualizar a foto da barriga. Sempre tive a sensação de que quando a pessoa chega às 16 semanas de gestação, parece que finalmente tudo começa de verdade e fica muito mais legal mensurar o tempo da gravidez em meses mesmo. Pois é. Hoje estou me sentindo bem mais grávida que antes. Parece ridículo, eu sei, mas a barriga é outra, você começa a sentir o neném mexendo e as roupas de antes, definitivamente, não cabem mais.

Comecei a sentir a Duda mexendo no início da semana passada. Bem que me avisaram que seria algo bem sutil, como uma coceguinha mesmo. Ela não mexe muito. Ou não estou sempre atenta. Sei lá. Mas ainda é pouco e não tem hora certa. Breno teimou que quer sentir, mas se pra mim é difícil, pra ele nem se fala! Nem dá, na verdade.

Estou doida pra fazer outra ultrassom. Tenho consulta esta semana e acho que a médica vai pedir. Estou maluca pra vê-la novamente, o quanto cresceu, se está bem, se está mexendo mesmo. É, sem dúvida, a melhor parte da gravidez.

Os enjoos realmente não passaram. Ainda estou refém do Dramin e sinto que continuarei por muito tempo.

Ganhei várias roupas legais para grávida da minha mãe, que tem me salvado e sido mais que um apoio. Roupa nova também é um sopro de autoestima para nós buchudas. Todo dia de manhã é um tormento a hora de escolher o que vestir para ir ao trabalho.

Finalmente entro de férias esta semana. Se tudo der certo, só trabalho até quarta-feira e retorno dia 05 de maio. Vamos pra Cancun e depois pra Orlando comprar muita coisa pra bonita. O enxoval já escolhemos no último sábado, também já estamos com a cadeira de alimentação e o berço, ambos emprestados e em ótimo estado. Quem tem amigos tem tudo. E o projeto do quarto também já foi feito por uma amiga arquiteta que me ajuda demais nesse quesito. Pensei que não teria muitas opções para a disposição dos móveis, mas ela arranjou solução pra tudo. Até pra guardarmos as coisas que hoje estão no armário da Maria.

Como vou passar 15 dias fora, já dei o start nos preparativos do chá de fraldas. Mais amigas maravilhosas estão me ajudando. Sou uma sortuda. Aliás, somos. Duda tem tias incríveis que ela já ama demais. Natália, Lívia e Karol, ela está mandando mil beijos pra vocês!!

Ah! Hoje, quando acordei, virei de barriga pra cima e o bucho estava bem estranho. Meio torto pro lado esquerdo e pontudo. Além de duro. Muito louco...

Já ganhei o primeiro quilo valendo. Deus me ajude!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Simplesmente

E aí você se pega chorando e se sentindo a pessoa mais esquecida do mundo. E parece que nada faz passar. Só piora. E uma coisa leva a outra. Um pensamento ruim puxa outro pensamento ruim. Você se sente sozinha, abandonada, feia, indisposta e chora mais. E quanto mais chora, mais vai descobrindo que o estoque de lágrimas é inesgotável. Pede desculpas pra sua filha. Diz que ela não tem culpa de nada e que não vai deixar que ela fique triste também. E chora mais. E até os traços do seu rosto mudam.

E aí você tem que procurar força em algum lugar dentro de si pra parar com isso. Porque só você mesma é capaz. Mas chora mais um pouco e engole. Lava o rosto, bebe água, deita-se. E o pé da barriga dói. Sempre que sente essa pontada, seu medo aumenta. Você quer parar de pensar. Quer zerar todos os pensamentos e dormir. Apenas dormir pra acreditar que consegue parar esse choro e que aquele ditado 'nada como um dia após o outro' tem algum sentido.

E tem. Você acorda. Os problemas não ficaram na cama. Levantaram com você. Mas você já não chora mais. Você respira fundo e lamenta. E sente raiva. Raiva de si mesma e do mundo que não te compreende. E de repente, antes tarde do que nunca, aparece um fiozinho de força que te faz mandar o mundo se lascar porque você tem, sim, o direito de chorar e ficar triste uma vezinha na vida, mesmo que não haja motivo aparente. E você sente sua filha mexendo, talvez pela primeira vez, e entende de onde esse fiozinho de força está vindo. E começa a querer viver, só você e ela. E mais ninguém. E quer abraçá-la, beijá-la, conversar besteira pra fazê-la rir, sentir que tem alguém do seu lado. Mas ainda é cedo e você volta a lembrar que não tem controle de nada, nem do seu próprio choro.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontece, você tem um turbilhão de coisas pra fazer e com as quais se preocupar. Tem trabalho pra fazer, gente pra cobrar, sorriso pra fingir, louça pra lavar, amigos para dar assistência. E a pontada no pé da barriga volta. É uma dor boa. Talvez seja ela pedindo pra você manter a calma e aprender a esperar, pois uma hora tudo se ajeita. Não porque simplesmente se ajeita. Porque você merece que se ajeite. Porque só você e ela sabem que nada disso é proposital. Nada disso foi pensado e planejado. Simplesmente você chorou.