E os clichês das mães começam a se estabelecer na minha vida. Começo a me render a falar certas frases e a sentir emoções que um dia achei que eram exageradas. Hoje fiz minha primeira ultrassonografia. Estava um pouco preocupada de o embrião não ter pego, de não ter batimento cardíaco, de ser gêmeos... Eu não sou uma pessoa muito negativa, mas sou bastante realista e sempre acho que se acontece coisas ruins com os outros, também pode acontecer comigo.
Mas graças a Deus, tudo deu certo. Enquanto esperava pela médica na cama já preparada e de bata, fiquei tensa. Eu e Breno conversávamos besteiras e sobre como foi tirar os pontos da cirurgia de extração dos sisos dele quando a doutora chegou. Cheguei a sentir minhas pernas tremendo por um instante.
Como o bebê ainda é muito pequenininho, a US teve que ser a transvaginal. Quanto a isso eu estava tranquila, pois já tinha feito. E quando finalmente ela começou e a imagem surgiu na telinha, eu já percebi perfeitamente duas bolinhas lado a lado. Antes que eu questionasse se eram dois, a médica logo me tranquilizou mostrando que um era o embrião e o outro era o saco vitelino. Ufa! Mesmo assim, ainda perguntei: "É só um, né doutora?", e ela pronta e seguramente respondeu: "É só um sim! Tem nem perigo de serem dois".
Ela mediu o tamanho do útero, do neném e de mais alguma coisa e depois aproximou a imagem para vermos o coração. E lá estava ele! Batendo! E batendo forte. Dava pra ver perfeitamente. Em seguida, ela colocou o som pra ouvirmos. É realmente emocionante. O sorriso no meu rosto e no do Breno foi automático, bem como as lágrimas que caíram dos nossos olhos. Está tudo bem! Tudo nos conformes e dentro da normalidade. Breno decorou: nosso feijãozinho tem 0,68 cm. Oooownn... E nas próximas vezes, segundo a médica, o coração vai bater ainda mais rápido. É muito amor, Brasil!
Ah! Ela disse que estou com 6 semanas e 4 dias. Ou seja: faço 7 semanas domingo.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Primeiros enjoos (6 semanas)
É, acabou o glamour. Por uns dias pensei que fosse ser uma felizarda e não ter enjoos no início da gravidez, mas eles chegaram ontem e chegaram dicumforça. Parece que o baby aqui resolveu aproveitar que teria a primeira consulta com a obstetra e me fez ter uma segunda-feira desagradável. Ok. Sei que a culpa não é dele(a), e sim dos hormônios. =P
A consulta foi ótima e esclarecedora. Breno adorou minha médica, que eu já adoro há muito tempo. Ela é leve, sem frescura e quer me convencer a ter parto normal. Vamos ver se eu crio coragem... Disse que eu já podia fazer atividade física, inclusive continuar no treinamento funcional, bastava os exercícios serem adaptados. Gostei! Talvez isso ajude meu corpo a se preparar pro temido parto natural.
Quanto aos enjoos, comecei a sentir ontem pela manhã depois de lanchar biscoitinhos integrais de castanha-do-Pará e um pouco de café. Pensei em comprar um picolé, mas eu precisava almoçar em duas horas e isso podia afetar meu apetite. Depois do almoço, deu uma melhorada boa. No resto do dia, a náusea ia e vinha. Ela costuma ser leve. Só mesmo um mal-estar. Maaaas, quando deu umas dez da noite e eu estava separando umas folhas de hortelã para congelar e fazer um suco verde no dia seguinte, as três tapiocas que eu havia jantado ameaçaram voltar, fiquei tonta e a vista escureceu. Breno me colocou pra sentar com as pernas pra cima, trouxe água pra eu beber e aquilo foi passando. Resultado: agora sou refém do Dramin, que a médica disse que eu podia tomar a cada 8 horas.
O dia hoje foi tranquilo graças ao remédio. Ainda sinto um enjoo leve, mas a fome é maior. Sim. Eu sinto enjoo e muita fome ao mesmo tempo. Algo que só grávidas entenderão.
Fui ao dentista fazer limpeza e um check up que eu já tinha marcado antes de descobrir a gravidez. Foi tudo tranquilo. Como sempre, nada pra se preocupar. Até porque, grávida, eu não posso me submeter a nenhum tipo de procedimento cirúrgico.
Ah! Ontem eu também tinha nutricionista, mas a bonita me deu um chá de cadeira e eu fui embora. Tenho mais o que fazer, né colega? E a obstetra também já me esclareceu bastante coisa em relação à alimentação. Agora é ter cuidado pra não morrer de comer e voltar logo aos exercícios pra não engordar além da conta. Comecei o pré-natal com 59 Kg e só posso chegar até os 69 Kg durante toda a gestação.
O consolo do enjoo agora é que eu li que isso é sinal de gravidez saudável. Êêêêêêê!!
E daqui dois dias farei a primeira ultrassom. Oba!
A consulta foi ótima e esclarecedora. Breno adorou minha médica, que eu já adoro há muito tempo. Ela é leve, sem frescura e quer me convencer a ter parto normal. Vamos ver se eu crio coragem... Disse que eu já podia fazer atividade física, inclusive continuar no treinamento funcional, bastava os exercícios serem adaptados. Gostei! Talvez isso ajude meu corpo a se preparar pro temido parto natural.
Quanto aos enjoos, comecei a sentir ontem pela manhã depois de lanchar biscoitinhos integrais de castanha-do-Pará e um pouco de café. Pensei em comprar um picolé, mas eu precisava almoçar em duas horas e isso podia afetar meu apetite. Depois do almoço, deu uma melhorada boa. No resto do dia, a náusea ia e vinha. Ela costuma ser leve. Só mesmo um mal-estar. Maaaas, quando deu umas dez da noite e eu estava separando umas folhas de hortelã para congelar e fazer um suco verde no dia seguinte, as três tapiocas que eu havia jantado ameaçaram voltar, fiquei tonta e a vista escureceu. Breno me colocou pra sentar com as pernas pra cima, trouxe água pra eu beber e aquilo foi passando. Resultado: agora sou refém do Dramin, que a médica disse que eu podia tomar a cada 8 horas.
O dia hoje foi tranquilo graças ao remédio. Ainda sinto um enjoo leve, mas a fome é maior. Sim. Eu sinto enjoo e muita fome ao mesmo tempo. Algo que só grávidas entenderão.
Fui ao dentista fazer limpeza e um check up que eu já tinha marcado antes de descobrir a gravidez. Foi tudo tranquilo. Como sempre, nada pra se preocupar. Até porque, grávida, eu não posso me submeter a nenhum tipo de procedimento cirúrgico.
Ah! Ontem eu também tinha nutricionista, mas a bonita me deu um chá de cadeira e eu fui embora. Tenho mais o que fazer, né colega? E a obstetra também já me esclareceu bastante coisa em relação à alimentação. Agora é ter cuidado pra não morrer de comer e voltar logo aos exercícios pra não engordar além da conta. Comecei o pré-natal com 59 Kg e só posso chegar até os 69 Kg durante toda a gestação.
O consolo do enjoo agora é que eu li que isso é sinal de gravidez saudável. Êêêêêêê!!
E daqui dois dias farei a primeira ultrassom. Oba!
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Foi dada a largada! (5 semanas)
Hoje faz uma semana que descobri que minha vida irá mudar completamente e para sempre. Não tem mais volta e eu nem quero também. Estou vivendo um momento que sonhei desde que me entendo por gente. Meu sonho de menina nunca foi casar, entrar de véu e grinalda na igreja com um príncipe encantado me esperando no altar. Meu sonho nunca foi ser rica, uma executiva bem sucedida que viaja o mundo, é independente e não precisa de nada para, quando bem entender, sair por aí atravessando as fronteiras mais improváveis. Meu maior sonho sempre foi muito simples: ser mãe. Quando brincava de casinha com as amigas da rua, eu não era a dona de casa, a esposa ou a criança. Eu era a grávida. Tinha um vestidinho solto, branco com flores cinzas que usava com uma almofada imitando um barrigão. Era isso que queria. Só isso e ver alguém nascendo de mim e sendo feliz.
E eu queria, sim, um filho meu, nascido do meu útero, feito com amor e esperado por nove longos meses. Egoísmo? É provável. Esse sempre foi um dos meus principais defeitos. Mas também tenho uma série de teorias que não me cabe explicar aqui, até porque cada um tem as suas e se tem uma coisa que eu aprendi na vida foi a respeitar e a calar diante das divergências. Mas também exijo que se faça o mesmo comigo.
Esse momento demorou mais do que eu esperava. A exemplo dos meus pais, eu queria ser uma mãe nova. Meu prazo máximo, inicialmente, era ser mãe aos 25 anos. Mas eu sou de uma geração que precisa correr mais atrás da estabilidade financeira, que custa mais a encontrar alguém bacana para ajudar a constituir uma família, que tem que estudar e se especializar mais antes de dar esse passo tão importante. O prazo seguinte, então, eram os 30 anos, idade a qual eu senti uma felicidade imensa por chegar, pois cheguei realizada, plena, saudável, feliz e completa. Opa! Quase completa! Faltava só ser mãe e, por isso, três meses antes de virar balzaquiana, resolvi começar as tentativas. No início, mesmo com o consentimento do Breno, a vontade ainda era muito minha, porém, logo ele comprou a briga e comecei a sentir a parceria dele rumo a esse sonho.
Mais uma vez, demorou mais do que eu esperava, mas veio numa hora muito bacana, no comecinho do ano, quando ainda estamos contaminados pelo sentimento de renovação e recomeço. O réveillon foi um tanto quanto profético. Tão bom, animado, divertido, alegre... Parece que já previa mesmo um ano especial.
E no dia 14/01/14, a boa nova chegou. Já estava sentindo alguns sinais umas duas semanas antes, mas não queria me iludir e aguardar o veredicto. Na primeira suspeita concreta, no segundo dia de atraso, corri pra tirar logo a prova dos nove. Teste de farmácia: positivo logo de cara. A ficha não caiu direito. Corri pra fazer o exame de sangue e algumas horas depois, estava lá o meu sonho começando a se tornar real. Não tinha mais jeito. Chegou a hora!
Papai devidamente avisado com todas as surpresas que ele merece. A reação dele foi que me fez acreditar mais. Ele foi só sorrisos, gritos e gargalhadas. Nas horas que se seguiram a esse momento, fui me pegando mais apaixonada por ele. Talvez porque ele parecia mais feliz que eu. Talvez porque ele tinha me ajudado a realizar meu maior sonho. Talvez por já ver naquele homem um pai maravilhoso. Não sei exatamente o motivo, mas eu estava amando mais.
A ficha ainda está caindo aos poucos. As pessoas ainda me parecem mais felizes que a futura mamãe aqui, mas isso é bom. Como quando casei, quero viver os próximos meses com o pé no chão e a praticidade que me são peculiares. Nada de ansiedade ou nervosismo. Confesso que a empolgação demasiada das pessoas já está me dando um pouco de abuso. Tem horas que enche o saco. Mas já aproveito para começar logo a exercitar minha paciência.
O sexo do bebê? Isso ainda não está me consumindo. Nem o primeiro ultrassom eu fiz ainda. Vamos com calma. Por partes. A hora agora é de se acostumar com a notícia e derrubar logo essa ficha. Um dia de cada vez.
E eu queria, sim, um filho meu, nascido do meu útero, feito com amor e esperado por nove longos meses. Egoísmo? É provável. Esse sempre foi um dos meus principais defeitos. Mas também tenho uma série de teorias que não me cabe explicar aqui, até porque cada um tem as suas e se tem uma coisa que eu aprendi na vida foi a respeitar e a calar diante das divergências. Mas também exijo que se faça o mesmo comigo.
Esse momento demorou mais do que eu esperava. A exemplo dos meus pais, eu queria ser uma mãe nova. Meu prazo máximo, inicialmente, era ser mãe aos 25 anos. Mas eu sou de uma geração que precisa correr mais atrás da estabilidade financeira, que custa mais a encontrar alguém bacana para ajudar a constituir uma família, que tem que estudar e se especializar mais antes de dar esse passo tão importante. O prazo seguinte, então, eram os 30 anos, idade a qual eu senti uma felicidade imensa por chegar, pois cheguei realizada, plena, saudável, feliz e completa. Opa! Quase completa! Faltava só ser mãe e, por isso, três meses antes de virar balzaquiana, resolvi começar as tentativas. No início, mesmo com o consentimento do Breno, a vontade ainda era muito minha, porém, logo ele comprou a briga e comecei a sentir a parceria dele rumo a esse sonho.
Mais uma vez, demorou mais do que eu esperava, mas veio numa hora muito bacana, no comecinho do ano, quando ainda estamos contaminados pelo sentimento de renovação e recomeço. O réveillon foi um tanto quanto profético. Tão bom, animado, divertido, alegre... Parece que já previa mesmo um ano especial.
E no dia 14/01/14, a boa nova chegou. Já estava sentindo alguns sinais umas duas semanas antes, mas não queria me iludir e aguardar o veredicto. Na primeira suspeita concreta, no segundo dia de atraso, corri pra tirar logo a prova dos nove. Teste de farmácia: positivo logo de cara. A ficha não caiu direito. Corri pra fazer o exame de sangue e algumas horas depois, estava lá o meu sonho começando a se tornar real. Não tinha mais jeito. Chegou a hora!
Papai devidamente avisado com todas as surpresas que ele merece. A reação dele foi que me fez acreditar mais. Ele foi só sorrisos, gritos e gargalhadas. Nas horas que se seguiram a esse momento, fui me pegando mais apaixonada por ele. Talvez porque ele parecia mais feliz que eu. Talvez porque ele tinha me ajudado a realizar meu maior sonho. Talvez por já ver naquele homem um pai maravilhoso. Não sei exatamente o motivo, mas eu estava amando mais.
A ficha ainda está caindo aos poucos. As pessoas ainda me parecem mais felizes que a futura mamãe aqui, mas isso é bom. Como quando casei, quero viver os próximos meses com o pé no chão e a praticidade que me são peculiares. Nada de ansiedade ou nervosismo. Confesso que a empolgação demasiada das pessoas já está me dando um pouco de abuso. Tem horas que enche o saco. Mas já aproveito para começar logo a exercitar minha paciência.
O sexo do bebê? Isso ainda não está me consumindo. Nem o primeiro ultrassom eu fiz ainda. Vamos com calma. Por partes. A hora agora é de se acostumar com a notícia e derrubar logo essa ficha. Um dia de cada vez.
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